Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Crédito agrícola caiu quase 50% em 18 anos

Contraditoriamente, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola cresceu, nas duas últimas décadas, 3,6% ao ano.

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Redação (31/08/06)- O volume de recursos liberado para o setor agrícola no Brasil caiu à metade entre 1986 e 2004 (últimos dados disponíveis no Banco Central). Em cifras padronizadas aos valores de 2004, o crédito rural passou de R$ 81,4 bilhões para R$ 40,4 bilhões, uma contração de 49,7%, revela estudo feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Contraditoriamente, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola cresceu, nas duas últimas décadas, 3,6% ao ano, alguns degraus acima do crescimento econômico total, que ficou em apenas 2,1% ao ano. A explicação, apontam os técnicos André Sant”Anna e Francisco Marcelo Ferreira, é basicamente a mudança na estrutura do crédito, que deixou de ser um subsídio usado por ruralistas para especular com terras e no mercado financeiro, para se destinar de fato à produção agrícola.

O estudo “”Crédito rural: da especulação à produção””, está publicado na última edição do boletim “”Visão do desenvolvimento””, elaborado pelo banco. Faz um detalhado histórico sobre a evolução do crédito e revela a inacreditável dimensão que chegou a ter o subsídio estatal na década de 80, quanto a taxa de juros real nos empréstimos rurais alcançou o patamar negativo de 34,6% ao ano.

O Sistema Nacional de Crédito Rural, instituído em 1965, realizava empréstimos a taxas de juros nominais fixas, por meio principalmente do Banco do Brasil, com emissão de moeda pela chamada Conta Movimento. A partir dos anos 80, com a hiperinflação, o descontrole foi total. “”Era um contexto de aceleração da inflação, a assunção de créditos a taxas de juros fixas baixas representava, na prática, um forte subsídio implícito aos tomadores. Estes, na prática, podiam aplicar recursos do crédito rural diretamente no mercado financeiro a taxas muito mais elevadas, realizando substanciais ganhos financeiros””, mostra o estudo.

A partir dos anos 90, quando o crédito passou a ser vinculado à produção, houve retomada do crescimento agropecuário. Ferreira ressalta que não apenas a estrutura de crédito mudou, mas também o próprio comportamento dos ruralistas. “”Temos hoje uma nova safra de empresários agrícolas. O padrão é muito diferente. Passaram a ser realmente empresários””, diz o economista.

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