Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Turbulência derruba commodities agrícolas

Apesar dos fundamentos continuarem os mesmos para as commodities agrícolas, os preços futuros dos produtos negociados nas bolsas de Nova York, Chicago, Kansas e em Londres registraram ontem (16/08) forte recuo.

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Redação (17/08/07) – O motivo são as turbulências no mercado internacional, iniciadas com a crise imobiliária nos Estados Unidos. 

Em Nova York, o café registrou a maior queda entre os contratos (segunda posição) negociados na bolsa. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,1525 a libra-peso, baixa de 6,4%. Os preços foram pressionados pela saída dos fundos do mercado. O açúcar apresentou recuo de 3,4%. O cacau teve baixa de 4,2%. O suco de laranja teve queda de 0,7% e o algodão caiu 5%. Em Londres, os preços do açúcar tiveram queda de 2,9%. O cacau caiu 3,1% e o café teve baixa de 3,6%. 

Em Chicago, a soja foi o produto que apresentou a maior queda (entre os contratos de segunda posição). Os contratos para novembro fecharam a US$ 8,1450 o bushel, com baixa de 40 centavos. Os contratos de milho caíram 1,8% e o trigo, 1,3%. Na bolsa de Kansas, os preços do trigo caíram 1,7%. 

Analistas ouvidos pelo Valor afirmam que os fundamentos para os grãos, que estão sob efeito do clima nos EUA, continuam os mesmos. No caso do açúcar e do suco de laranja, o mercado reage ainda à super oferta dos produtos no mercado global. "No mercado, há entendimento de que a queda das commodities está ligada às turbulências. Mas a dúvida é até quando esse movimento será baixista", diz Vinícius Ito, da Fimat Futures, corretora com sede em Nova York. De acordo com Ito, não haverá mudanças de uma hora para outra. 

A forte queda das commodities reflete o fato de os fundos de investimentos e especuladores saírem em peso de suas posições. "Há um medo de que as agências de classificação de risco não tenham alertado o mercado sobre os riscos das empresas envolvidas na crise", diz Ito. Segundo ele, as commodities vão continuar pressionadas pelo atual movimento do mercado. 

Para José Carlos Hausknesht, da MB Associados, o mercado atua sob o efeito psicológico da crise, o que ajuda a pressionar todas as commodities. A expectativa é de que o mercado continue pressionado nos próximos dias, acompanhando o movimento de turbulência do mercado. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a "tendência é que a situação se estabilize", referindo-se à crise. "Iremos seguir observando o desempenho dos indicadores de mercado para avaliar o cenário". 

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