Proposta anuncia R$ 75 bilhões para ajudar o setor.
Frente Parlamentar da Agropecuária prioriza aprovação da MP da dívida
Redação (04/08/2008)- A aprovação da Medida Provisória 432, que renegocia R$ 75 bilhões dos R$ 87,5 bilhões das dívidas dos produtores rurais, é a prioridade da Frente Parlamentar da Agropecuária (www.fpagropecuaria.com.br) para o segundo semestre legislativo, que recomeça nesta segunda-feira.
O presidente da Frente, deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), defende uma solução imediata para alguns pontos da proposta. "Precisamos oferecer melhores prazos e juros mais baixos para o agricultores pagarem seus débitos. Só queremos que o governo cumpra o que o presidente Lula determinou, que é contemplar o maior número possível de agricultores", destacou.
Colatto lembra que parte dos produtores rurais foram incluídos na dívida ativa e correm o risco de ter seus bens confiscados. "Precisamos discutir com o governo uma forma de evitar que os produores sejam incluídos na dívida ativa. O produtor rural, que é maior patrimônio da nossa agricultura, precisa continuar na sua atividade para gerar empregos, renda e produzir os alimentos que o brasileiro consome", afirmou.
Leia também no Agrimídia:
- •LAR Cooperativa assume projeto de suinocultura e projeta aportar centenas de milhões em Laranjeiras do Sul (PR)
- •Começa amanhã o Festival Sou + Agro, maior encontro de integração entre o campo e a cidade em Itu
- •Frimesa investe no B2B com linha de Kits Corporativos Natalinos
- •Agro exportador entra em fase de maior seleção de riscos
Valdir Colatto lembra ainda que os produtores inadimplentes têm tido dificuldade para ter acesso ao crédito. Ele defendeu mudanças por parte das instituições financeiras. "Os bancos têm que entender que o produtor só vai pagar a sua dívida se ele tiver crédito para plantar e colher", apontou.
O relator da MP 432, deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), que é membro da Frente, já anunciou que conseguiu aumentar o prazo para o pagamento das dívidas dos produtores do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso, além daqueles municípios do Paraná, Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul atingidos pela estiagem de 2005. "Esses municípios terão quatro anos para quitar débitos de custeio além do prazo dos contratos originais", frisou.























