A União Européia pressiona para o Brasil modificar o novo modelo de distribuição de cotas de exportação de carne de frango salgado para o mercado comunitário, que Brasília coloca em vigor hoje.
Bloco ainda resiste ao novo modelo de cotas do frango
Redação (01/10/2008)- Os dois lados farão uma nova videoconferência, amanhã, quando Bruxelas quer insistir na mudança da medida, alegando que fere o acordo bilateral acertado na época de concessão da cota de 170 mil toneladas (com tarifa menor). Segundo fontes do governo, na última videoconferência os europeus chegaram a ameaçar acabar com a cota, o que provocaria de vez um contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para os europeus, a mudança adota critérios "discriminatórios". O contencioso assumiu novas proporções, e ocupa boa parte do tempo de negociadores nas capitais.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou há dois meses um sistema de certificação de origem para a gestão das exportações de frango salgado para a Europa dentro da cota de 170 mil toneladas, para coibir o mercado paralelo de licenças que se fortaleceu na UE nos últimos anos e "transferir" essa renda (superior a US$ 500 milhões por ano) para os exportadores.
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Bruxelas alega que não tem certeza do impacto do novo sistema aplicado pelo Brasil, que vê com riscos de gerar "alguns problemas de compatibilidade" na gestão das cotas e causar distúrbios no fluxo de frango salgado para a União Européia.
Negociadores brasileiros acham, porém, que será muito difícil juridicamente para os europeus contestar a nova forma de distribuição de cotas, que visa garantir um preço melhor para os exportadores brasileiros.
A Abef aceitou o acordo bilateral envolvendo a cota, há dois anos. Logo depois, quando mudou sua direção executiva, a entidade passou a cobrar dos governo, em Brasília, que tomasse alguma medida para alterar a distribuição da cota.























