Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Avaliação geral sobre a crise

Pedro de Camargo Neto, presidente da ABIPECS: “crise não nos pegou no contrapé, mas é preciso reduzir juros e manter um mercado interno pujante”.

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Redação (30/10/2008)-  Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Pedro de Camargo Neto, a crise financeira internacional "não nos pegou no contrapé". Em sua opinião, "a política monetária tem sido atuante. Mas precisa incorporar a alteração da pressão inflacionária, reduzindo os juros no sentido de facilitar o crescimento econômico"

"O Brasil apresenta um nível de reservas internacionais nunca atingido. Tem como reagir à especulação e, mais do que isso, a uma reversão do fluxo financeiro que vinha beneficiando a entrada de recursos. Possuímos um sistema bancário sanado, com focos isolados de problemas, mesmo que graves e exigindo rápido equacionamento", avalia o presidente da ABIPECS.

Em sua opinião, "a agricultura, uma das principais responsáveis pelo bom estado da macroeconomia, pode continuar a ajudar".  Ele lembra que coube à agricultura fornecer alimentos ao consumidor brasileiro sempre a preços inferiores aos do mercado internacional. Mais: "parte do bom nível de reservas internacionais é resultado da balança comercial agrícola".

Camargo Neto acredita que "não estão claros ainda a localização e o tamanho da esperada recessão, e os efeitos na redução da demanda incorporarão a característica de inelasticidade dos alimentos".

Sobre a queda dos preços agrícolas no mercado internacional, Camargo Neto diz que "precisa ser compensada pelo ajuste cambial. O setor vinha sofrendo muito com uma relação cambial distorcida pela entrada de enorme fluxo financeiro que se reverterá. Esperamos que o governo compreenda este fato e não desperdice recursos tentando mascarar esta importante alteração do quadro global".

O presidente da ABIPECS é taxativo: "o setor, que amargava custos elevados, precisa agora da desvalorização cambial para enfrentar o acirramento da concorrência, mantendo mercados e deslocando concorrentes".

Camargo Neto avalia que "o importante, agora, é o governo usar a sua capacidade de ação, não imaginando ser possível nos isolar, porém, minimizando os efeitos da crise, no sentido de preservação de um mercado interno pujante. A agricultura está pronta para novamente apoiar o crescimento econômico".

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