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Apesar da crise, um futuro promissor

O agronegócio brasileiro pode viver uma fase de forte expansão na área plantada, produção, produtividade e exportação até safra 20018/19.

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Redação (31/10/2008)- Mesmo sob os efeitos da atual crise financeira global, o agronegócio brasileiro pode viver uma fase de forte expansão na área plantada, produção, produtividade e exportação até safra 20018/19. 

Estimativas divulgadas na quinta-feira pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura prevê a ocupação de 15,5 milhões de hectares adicionais e a produção total de 180 milhões de toneladas de grãos, fibras, cereais (alta de 29% em relação a 2008/09), além de 37,2 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango (aumento de 51%). A produção de açúcar chegaria a 47,4 milhões de toneladas (44% mais) e a fabricação de etanol saltaria 59 bilhões de litros (alta de 174%). No leite, a produção atingira 37 bilhões de litros (crescimento de 35%). 

O estudo, que levou em conta os resultados médios dos últimos 32 anos para estimar o desempenho do agronegócio na próxima década, projeta um acentuado crescimento do consumo interno, uma aceleração nas vendas externas e uma significativa elevação da participação dos produtos brasileiros no total do comércio internacional. "Não é a primeira crise que temos. A metodologia [do estudo] considera as crises numa série histórica de 32 anos. Nas projeções futuras, leva em conta a crise atual. Mas os alimentos são os últimos itens cortados", disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O trabalho, coordenado pelo pesquisador José Garcia Gasques, prevê a ampliação de 6 milhões de hectares na área plantada com cana, 5,2 milhões com soja e 1,75 milhão com milho. Arroz e trigo também devem avançar em novas áreas de cultivo. "A produtividade também acompanhará a evolução da tecnologia adotada pelo setor", afirmou Gasques. 

No exercício de futuro realizado pelo governo, em condições normais de produção, sem a ocorrência de uma recessão econômica profunda ou um desastre climático de efeitos prolongados em dez anos, a soja alcançaria 81 milhões de toneladas (aumento de 35%), o milho chegaria a 73,3 milhões (25%) e o trigo a 7,9 milhões de toneladas (46%). A produção de feijão somaria 4,3 milhões de toneladas (22%) e de arroz, 13,5 milhões (11%) ao fim do período. 

O consumo interno deve sustentar o crescimento da produção nacional, segundo o estudo. A demanda por grãos, fibras e cereais deve saltar de 102,3 milhões para 123,6 milhões de toneladas em dez anos. O consumo de carnes sairia de 18 milhões para 24,2 milhões de toneladas e o açúcar passaria a 14 milhões de toneladas, com o etanol chegando a 50 bilhões de litros. "O mercado interno está em forte expansão e deve consumir boa parte da produção. Isso é expressivo em todos os produtos", avaliou Gasques. 

Auxiliadas pela boa performance no campo, as vendas externas devem registrar um significativo crescimento na próxima década, segundo o levantamento do governo. A soja deve permanecer como carro-chefe das exportações, saltando de 25,7 milhões para 36,5 milhões de toneladas. O milho também deve seguir a tendência, passando de 11,5 milhões para 22,9 milhões de toneladas no período. 

A carne bovina teria suas vendas externas elevadas de 2,4 milhões para 4,6 milhões de toneladas, segundo o estudo. No frango, as vendas saltariam de 3,6 milhões para 6,6 milhões de toneladas. Em suínos, os embarques passariam de 625 mil para 1,2 milhão de toneladas. O etanol manteria as projeções de boa demanda e cresceria de 3,5 bilhões para 8,9 bilhões de litros. "O consumo lá fora deve permanecer em alta porque não tem havido reposição nos estoques. Milho, trigo e arroz têm dificuldades para repor", afirma José Garcia Gasques. 

Diante desse avanço nas exportações, o agronegócio brasileiro deve ganhar ainda mais espaço nos mercados internacionais. A projeção avalia que a fatia da soja brasileira no total dos embarques mundiais aumentaria de 36% para 40% até 2018/2019. O milho sairia de 13% para 21% no período. Nas carnes, os embarques de bovinos passariam de 31% para 61% do total mundial e as vendas de cortes de frango cresceriam de 45% para 90% da produção global. A fatia da carne suína brasileira avançaria de 10% para 21% e do açúcar, de 58% para 74% em dez anos. 

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