Secretário acredita no potencial do agronegócio brasileiro para se consolidar no mercado exterior

Serão promovidas missões comerciais à Rússia, indonésia, Hong Kong, Gana, Nigéria e outros países, ainda no primeiro semestre de 2009.

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Redação (31/03/2009) – “O agronegócio brasileiro pode sair fortalecido da crise financeira mundial e se consolidar no mercado internacional. Em momentos como este se verifica que um país é realmente competitivo. O Brasil é uma potência e pode se inserir mais fortemente no comércio exterior”. A declaração é do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, que participou da abertura do 21º Seminário do Agronegócio para Exportação (AgroEx), na sede da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, nesta terça-feira (31).

Célio Porto acredita que o setor de hortigranjeiros tem condições de crescer no comércio exterior. Ele mencionou o estado da Califórnia, um dos mais ricos dos Estados Unidos, grande exportador desses produtos, que foge ao perfil americano de produtor de grãos e algodão. Lembrou também o Chile, destaque na exportação de frutas. “Há oportunidades no Oriente Médio e nos países asiáticos que precisamos explorar. Eventos como o AgroEx motivam e mostram caminhos para a inserção no comércio internacional” afirmou.

Já o diretor do Departamento de Promoção Internacional do Mapa, Eduardo Sampaio, deu o exemplo da banana, que é uma importante fruta produzida no Brasil e comercializada internacionalmente. A União Europeia compra em torno de US$ 3 bilhões da fruta por ano, enquanto o Brasil exporta apenas US$ 38 milhões, o que representa participação de 0,5% no mercado mundial. O diretor disse ainda que a venda de leite em pó do Brasil, que hoje representa 1,8% do mercado externo, pode aumentar.

Sampaio disse que para reforçar as possibilidades de inserção do Brasil no mercado internacional de produtos do agronegócio serão promovidas missões comerciais à Rússia, indonésia, Hong Kong, Gana, Nigéria e outros países, ainda no primeiro semestre de 2009.

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