A queda decorre da crise global, que secou o crédito, desvalorizou moedas e gerou uma pressão nas cotações.
Cotação suína recua na exportação
Os preços da carne suína na exportação também registraram queda em março passado. Na comparação com o mesmo mês de 2008, o recuo na cotação média foi de 14,64%, saindo de US$ 2,39 mil para US$ 2,04 mil por tonelada, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
A queda decorre da crise global, que secou o crédito, desvalorizou moedas e gerou uma pressão nas cotações. “Na Rússia, a desvalorização cambial foi forte”, observa o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto. Com o rublo desvalorizado ante o dólar, o país, maior cliente da carne suína brasileira, passou a pressionar por preços mais baixos.
Os embarques em março, porém, sinalizam um movimento de recuperação, segundo a Abipecs. No mês passado, as vendas somaram 51 mil toneladas, 20% mais do que em igual período de 2008. A receita com as vendas externas alcançaram US$ 104,16 milhões, 1,86% acima dos US$ 102,25 milhões de março de 2008.
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“Embora os volumes estejam até mesmo acima das expectativas iniciais, a lucratividade, ou melhor, a falta dela, na exportação é uma constante”, afirma Camargo Neto em comunicado.
A Abipecs observa que a recuperação nas vendas começou no primeiro trimestre depois de recuos nas vendas entre outubro e dezembro do ano passado. Até março, foram exportadas 134.800 toneladas, 21,31% mais do que no primeiro trimestre do ano passado. Por conta dos preços menores de venda, a receita no trimestre cresceu bem menos – 4,18% – sobre igual intervalo do ano passado. Foram US$ 273,258 milhões contra US$ 262,292 milhões nos primeiros três meses de 2008.























