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Preferência da China pela soja brasileira pressiona cotações em Chicago

Grão do Brasil reduz espaço dos EUA e faz futuro da soja recuar mais de 2%; chuvas no cinturão agrícola norte-americano trazem realização de lucros no milho

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Preferência da China pela soja brasileira pressiona cotações em Chicago

A sessão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) foi marcada por desvalorização generalizada nos grãos. O principal motor de queda da soja foi o forte direcionamento das compras da China para a safra brasileira, desidratando a demanda pelo produto norte-americano. Paralelelamente, previsões de chuva nos EUA e movimentações financeiras de fundos pressionaram os contratos de milho e trigo.

 Soja: Apetite chinês pelo Brasil liquida contratos em Chicago

O contrato futuro para entrega em novembro encerrou cotado a US$ 11,92 por bushel (-2,23%). A consolidação do Brasil como fornecedor preferencial da China retirou o suporte das cotações em Chicago.

 O Raio-X das Exportações para a China

PeríodoOrigem BrasilOrigem EUAVariação/Tendência
Último Mês12,1 milhões de t (+14%)1,27 milhão de t (-21%)China migra compras para o produto brasileiro
Acumulado 1º Semestre34,8 milhões de t (+9.1%)9,31 milhões de t (-42%)Tombo expressivo nos embarques norte-americanos

 Milho: Realização de lucros e chuvas nos EUA cortam ganhos

O contrato com vencimento em dezembro recuou 1,82%, fechando cotado a US$ 4,71 por bushel.

  • Pressão vendedora: Fundos de investimento liquidaram cerca de 20 mil contratos durante o pregão, realizando lucros.

  • Alívio hídrico: A chegada das primeiras chuvas ao estado de Nebraska traz fôlego a uma das regiões mais afetadas pela seca.

 Fatores de risco no radar do milho

Apesar da queda no curto prazo, o mercado monitora ameaças que podem limitar novas baixas:

  • Ondas de calor: Alertas de temperaturas de até 39°C foram emitidos para estados estratégicos do cinturão produtor dos EUA (como Dakotas, Minnesota e Wisconsin).

  • Piora nas lavouras: O USDA reduziu o índice de lavouras em condição boa ou excelente de 65% para 60%.

  • Tensão internacional: Ataques russos à infraestrutura portuária da Ucrânia no Mar Negro travam a logística do país, enquanto o clima seco na União Europeia deve reduzir a safra do bloco e aumentar a necessidade de importação.

 Trigo: Leve recuo em sessão de alta volatilidade

O contrato com vencimento em setembro registrou pequena desvalorização de 0,26%, encerrando a US$ 6,60 por bushel.

  • O que puxou para baixo: Ação vendedora dos fundos e a chegada de chuvas em Dakota do Norte (principal produtor do trigo de primavera nos EUA), que devem beneficiar o plantio mais tardio.

  • O que segurou os preços: A perspectiva de uma safra menor nos EUA e gargalos de transporte no Mar Negro — com a Rússia enfrentando restrições no Mar de Azov e a Ucrânia lidando com capacidades reduzidas em seus terminais.

Fonte: CNN

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