Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Economia

APCS discute cobrança pelo uso d’água

Especialista da Faesp aponta que setor rural precisa se organizar para debater o assunto. Pagamentos podem começar a partir de 2010.

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Cerca de 40 pessoas, entre suinocultores, pesquisadores e interessados no setor participaram da palestra sobre Legislação na área de Recursos Hídricos ministrada pelo advogado, especialista no assunto, Wilson Bonança, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O evento foi promovido pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), na tarde de ontem (06/07), no auditório da Coordenadoria de Defesa Agropecuária em Campinas (SP).

De acordo com a lei federal, todo uso de recursos hídricos estão sujeitos à outorga. A lei nº 12.183, de 29 de dezembro de 2005 dispõe sobre a cobrança pela utilização dos recursos hídricos de domínio do Estado de São Paulo. Os usuários urbanos e industriais estão sujeitos à cobrança desde 1° de janeiro de 2006 e os demais usuários estarão sujeitos à cobrança a partir de 1° de janeiro de 2010.

Segundo Bonança, o setor rural faz parte dos usuários que poderão começar a pagar pela água que utilizam de dentro de sua propriedade a partir do ano que vem. “Há uma salvaguarda já que, segundo a própria legislação, a cobrança pode ser feita a partir de 2010, não necessariamente nessa data, mas, deve-se planejar”.

Ampliar a participação – Bonança se mostrou aliado dos produtores enfatizando que, se todas as leis de proteção ambiental fossem cumpridas, a produção rural não teria como existir. Também mencionou o fato do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ter chamado de “vigaristas” os responsáveis por manter a economia do País.

A solução proposta pelo advogado para o setor é a participação em comitês de bacias e eleição de representantes do setor para Câmaras Técnicas. Uma reunião para formular o decreto de regulamentação acontece quarta-feira, por isso, todo produtor rural deve responder um questionário sobre outorga e enviar para Faesp.

“O nosso maior desafio hoje, já que não podemos descumprir leis, é criar um projeto que institui a Política Estadual por Serviços Ambientais”, explicou Bonança. Esse projeto cobra pelos serviços ambientais fornecidos através da produção rural. “Temos que criar um ‘Mercado Ecossistêmico’ para o Brasil”. 

Assim como o produtor é um fiel depositário da água que possui em sua propriedade, seja ela captada em fio de água, tanque, açude, poço ou barramento, o Estado deve instituir política de compensação ambiental para recompensar os tributos que serão cobrados pela água pura que o produtor devolva ao meio ambiente.

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