Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Integração Comercial

Crise no Mercosul

Atritos marcam reunião de cúpula do Mercosul. Chanceler do Paraguai diz estar desiludido com o bloco por causa das medidas protecionistas.

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Sem ter o que comemorar em matéria de aprofundamento da integração, a reunião dos ministros do Mercosul foi palco ontem (23/07) de um enfrentamento entre o Paraguai e a Argentina. O chanceler do Paraguai, Hector Lacognata, denunciou o aumento da desilusão em torno do Mercosul por causa das medidas protecionistas adotadas, e declarou que o bloco vive um “momento muito grave” e está em “estado terminal”.

Ironicamente, o governo paraguaio foi o principal responsável pelo bloqueio de duas medidas consideradas essenciais para aprofundar a integração – a adoção do Código Aduaneiro Comum e a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) – em dezembro passado. Sob a presidência temporária paraguaia do bloco, que termina hoje, a negociação de novas versões desses acordos não evoluiu.

A Argentina reagiu de forma dura ao Paraguai, enquanto o Brasil se manteve afastado dessa discussão.

O secretário de Relações Econômicas da chancelaria argentina, embaixador Alfredo Chiaradia, advertiu que declarações sobre fracassos tendem a se transformar em “profecias autorrealizadas” e responsabilizou, indiretamente, o Paraguai pelos atrasos na agenda do Mercosul.

“Nenhum país pode transferir a responsabilidade pela falta de avanço no Mercosul aos demais”, rebateu o embaixador argentino. “(Um país) não pode pretender que os demais sócios se acomodem às suas posições”, afirmou.

Coube ao Uruguai, que assume a presidência do Mercosul amanhã, acomodar a questão. Em sua lista de prioridades para este semestre, os uruguaios afirmaram que vão atacar os dois acordos pendentes e que, se não obtiver avanços, Montevidéu vai negociar bilateralmente com o Brasil o fim da dupla cobrança da TEC.

O Ministério da Fazenda brasileiro defende essa saída bilateral, como forma de superar aos obstáculos do Paraguai, e propõe que o Brasil comece essa negociação pela Argentina.

Essa alternativa bilateral, entretanto, embute a impossibilidade de o Mercosul reforçar, como bloco coeso, sua própria consistência.

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