Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Integração Comercial

Crise no Mercosul

Atritos marcam reunião de cúpula do Mercosul. Chanceler do Paraguai diz estar desiludido com o bloco por causa das medidas protecionistas.

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Sem ter o que comemorar em matéria de aprofundamento da integração, a reunião dos ministros do Mercosul foi palco ontem (23/07) de um enfrentamento entre o Paraguai e a Argentina. O chanceler do Paraguai, Hector Lacognata, denunciou o aumento da desilusão em torno do Mercosul por causa das medidas protecionistas adotadas, e declarou que o bloco vive um “momento muito grave” e está em “estado terminal”.

Ironicamente, o governo paraguaio foi o principal responsável pelo bloqueio de duas medidas consideradas essenciais para aprofundar a integração – a adoção do Código Aduaneiro Comum e a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) – em dezembro passado. Sob a presidência temporária paraguaia do bloco, que termina hoje, a negociação de novas versões desses acordos não evoluiu.

A Argentina reagiu de forma dura ao Paraguai, enquanto o Brasil se manteve afastado dessa discussão.

O secretário de Relações Econômicas da chancelaria argentina, embaixador Alfredo Chiaradia, advertiu que declarações sobre fracassos tendem a se transformar em “profecias autorrealizadas” e responsabilizou, indiretamente, o Paraguai pelos atrasos na agenda do Mercosul.

“Nenhum país pode transferir a responsabilidade pela falta de avanço no Mercosul aos demais”, rebateu o embaixador argentino. “(Um país) não pode pretender que os demais sócios se acomodem às suas posições”, afirmou.

Coube ao Uruguai, que assume a presidência do Mercosul amanhã, acomodar a questão. Em sua lista de prioridades para este semestre, os uruguaios afirmaram que vão atacar os dois acordos pendentes e que, se não obtiver avanços, Montevidéu vai negociar bilateralmente com o Brasil o fim da dupla cobrança da TEC.

O Ministério da Fazenda brasileiro defende essa saída bilateral, como forma de superar aos obstáculos do Paraguai, e propõe que o Brasil comece essa negociação pela Argentina.

Essa alternativa bilateral, entretanto, embute a impossibilidade de o Mercosul reforçar, como bloco coeso, sua própria consistência.

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