Zoneamento da cana-de-açúcar não prevê lavouras na Amazônia e no Pantanal. Colheita nas novas plantações será mecanizada.
Zoneamento da cana
O zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, que vai definir onde as novas lavouras para produção de etanol poderão ser instaladas, será anunciado na próxima quarta-feira (09/09) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que adiantou alguns pontos do mapeamento.
Segundo Minc, não serão autorizadas novas lavouras na Amazônia e no Pantanal, o que inclui a Bacia do Rio Paraguai, em Mato Grosso. A possibilidade de cultivo de cana na região foi um dos pontos mais polêmicos da negociação, que atrasou em mais de um ano a divulgação do zoneamento.
Não poderá haver competição com áreas de produção de alimentos e a colheita nas novas plantações será obrigatoriamente mecanizada, sem fogo, segundo Minc. Para os canaviais já consolidados, o governo vai estabelecer um prazo de cinco anos para zerar as queimadas.
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O zoneamento também prevê as regras para o aproveitamento do vinhoto (resíduo poluente) e da palha da cana para geração de energia elétrica a partir da biomassa.
A estimativa do governo é que os atuais canaviais somam 7 milhões de hectares. A expansão da produção de etanol vai demandar pelos menos mais 6 milhões de hectares, a grande maioria em áreas de Cerrado.





















