Setor de agroenergia brasileiro tem boas perspectivas no mercado externo. EUA, China e Japão podem ampliar aquisições.
De olho no exterior
O setor de agroenergia tem crescido de forma intensa no Brasil, afirmou, nesta manhã, o diretor de Cana-de-Açúcar e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Alexandre Strapasson. “Na ultima safra de cana-de-açúcar, foram instaladas 30 usinas no País e a cultura cresce 11% ao ano”, acrescentou Strapasson, que participa, em São Paulo/SP, nestas quarta (09/09) e quinta-feiras (10/09), do Simpósio Brasil-França de Energia: novos atores, novas relações geopolíticas e o papel da agroenergia.
Conforme Strapasson, o mercado interno ainda é o grande consumidor do etanol nacional, mas há boas perspectivas para o mercado externo. “A produção de 90% dos carros nacionais, como flex fuel, consolida e fortalece o mercado interno. Ao mesmo tempo, temos bons entendimentos com países, como Estados Unidos, China e Japão para ampliar a exportação do etanol brasileiro. Lembro que esse tipo de combustível é um produto antigo no Brasil, mas novo no mundo e leva-se um tempo para convencer os países das vantagens do biocombustível”, explicou.
O diretor enfatizou, ainda, a parceira entre Brasil e países da África e do leste asiático para incentivar a produção de biocombustíveis. Strapasson reforçou que essas são nações com vocação agrícola e onde a produção de combustível limpo contribui para o equilíbrio do balanço energético no planeta.
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