Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
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Economia

Alta de juros não tira força do PIB

Aumento da Selic em algum momento do próximo ano terá mais impacto sobre atividade de 2011.

O forte crescimento esperado para 2010 deve levar o Banco Central (BC) a aumentar os juros em algum momento do ano que vem, segundo avaliação quase unânime dos analistas. Há hoje uma profusão de estímulos para a atividade econômica, que devem permanecer no próximo ano. Os gastos públicos seguem em forte expansão, há uma expressiva oferta de crédito, os juros estão em níveis baixos para padrões brasileiros, o mercado de trabalho se mantém aquecido e está em curso uma recuperação da economia global, ainda que tímida. O câmbio valorizado e a expectativa favorável para os preços administrados ajudam a segurar a inflação, mas hoje predomina a avaliação de que os juros terão que subir em 2010. O que se discute basicamente é quando a taxa Selic começará a subir e qual será a magnitude total do aperto monetário.

O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, aposta num crescimento de 5,6% em 2010 e em alta da Selic a partir de setembro do ano que vem, embora não descarte uma alta a partir do segundo trimestre. Para ele, o BC vai elevar os juros não por causa do cenário inflacionário de 2010, mas devido às perspectivas para os índices de preços em 2011. “Esse será um ano em que a economia brasileira não vai herdar uma situação de folga de recursos produtivos, como vai ocorrer de 2009 para 2010”, afirma ele, referindo-se ao fato de que o nível de capacidade instalada na indústria ainda segue razoavelmente abaixo do pico atingido em meados de 2008.

Borges nota ainda que o BC dispõe de um “poderoso instrumento de política monetária” que deve ser acionado antes da Selic – o nível dos depósitos compulsórios dos bancos no BC. “Quanto maior a alteração desses depósitos, maior a chance de um ajuste menor na Selic e mais deslocado para o fim de 2010”, diz Borges, observando que, no auge da crise, a autoridade monetária injetou na economia R$ 100 bilhões, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ao reduzir os compulsórios.

O economista-chefe do JP Morgan, Fábio Akira, acredita que a alta da Selic virá logo em janeiro de 2010. Para ele, há uma combinação muito forte de estímulos, como o aquecimento do mercado de trabalho, a política fiscal expansionista e a oferta de crédito pelos bancos públicos e agora também pelos privados. “A política monetária tem que se contrapor um pouco a isso.” Akira aposta em quatro altas de 0,5 ponto percentual no primeiro semestre, o que levaria a taxa Selic para 10,75% ao ano.

Para Akira, a concretização desse cenário depende de alguma piora nas expectativas da inflação, que hoje seguem ancoradas. Ele projeta um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,3% neste ano e 4,7% no ano que vem, um pouco acima do centro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%. Como a inflação corrente segue comportado e o dólar não para de cair, o mercado projeta um IPCA ainda abaixo de 4,5%, o que Akira acredita que deva mudar nos próximos meses. Ele estima um crescimento de 5% em 2010, apesar de apostar em alta do juro logo em janeiro. Mudanças nos juros levam alguns meses para afetar a atividade.

Dono de uma das previsões mais otimistas para o crescimento em 2010, de 6%, o economista Paulo Miguel, da Quest Investimentos, considera mais provável um aumento dos juros no segundo trimestre. Como Akira, ele vê muitos fatores impulsionando a atividade, como o aumento dos gastos públicos, a expansão do crédito e o bom momento para o emprego e a renda. Além disso, Miguel acha razoavelmente provável uma recuperação mais forte da economia global. Esse cenário requer alguma cautela na política monetária, diz ele, que vê a Selic em 11,25% a 11,75% no fim de 2010. O objetivo principal é impedir uma alta mais forte da inflação em 2011.

O câmbio valorizado é um dos fatores que podem segurar alguns preços, avaliam os analistas. No entanto, uma alta mais expressiva das commodities, o que depende de uma retomada global mais firme, pode contrabalançar parte do efeito positivo do dólar barato, dizem Miguel e Akira. Outra fonte de pressão são as cotações de serviços, ligados ao comportamento do emprego e da renda. Já os preços administrados jogarão a favor de uma inflação mais baixa, pois grande parte deles é corrigida pelos Índices Gerais de Preços (IGPs), que devem ter deflação em 2009.

No mercado, o estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, é um dos poucos a projetar juros estáveis ao longo de 2010. Para ele, não haverá alta da Selic, porque o país deverá crescer menos do que esperam os mais otimistas. Lintz estima uma expansão de 4%, por não acreditar num mercado de trabalho forte e por não apostar numa recuperação forte da indústria. O câmbio valorizado, lembra ele, afeta a competitividade das empresas exportadoras e também a das companhias que concorrem com produtos importados no mercado doméstico. Segundo Lintz, no novo arranjo global pós-crise, países como o Brasil vão consumir mais e produzir menos, o que significa perspectivas melhores para o setor de serviços do que para a indústria.

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