Produtividade deve crescer 3,5% e garantir avanço da safra de grãos para 140,36 milhões em 2009/10, diz Conab.
Produtividade maior
Ainda que a preocupação com o câmbio seja evidente, os produtores rurais estão animados com os custos mais baixos, o clima favorável e os preços em geral razoáveis. Nesse contexto, e puxada pela elevação de 3,5% na produtividade média das lavouras, a nova safra nacional de grãos, fibras e cereais a ser vendida em 2010 deverá ser 3,98% superior que a anterior, segundo a média das estimativas divulgadas pela Conab.
Assim, o volume global da produção brasileira de grãos deverá subir de 134,98 milhões de toneladas no ciclo 2008/09 para 140,36 milhões em 2009/10. A Conab projeta uma expansão de apenas 140 mil hectares (0,3%) na área plantada, para 47,81 milhões de hectares na atual temporada.
Pelas previsões médias da Conab, mesmo com o crescimento da produção, o volume da nova safra ainda ficaria 2,7% abaixo do recorde de 144,14 milhões de toneladas do ciclo 2007/08 – ou 3,8 milhões de toneladas a menos. Ainda assim, o desempenho da nova safra superaria em 5,38 milhões (3,8%) a colheita de 135 milhões de toneladas registrada em 2008/09, quando as lavouras foram castigadas pela seca nos Estados do Sul e em parte de Mato Grosso do Sul.
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Os produtores de soja, estimulados pela liquidez da commodity no mercado internacional, devem ampliar em 820 mil hectares a área plantada. A colheita deve crescer 10,5%, passando de 57 milhões para 63 milhões de toneladas, segundo a Conab. A soja seria responsável por 45% de toda a produção nacional de grãos, fibras e cereais, ampliando seu domínio sobre as lavouras de milho e algodão.
A expansão da soja projeta preços futuros sob pressão ainda mais forte na época da comercialização, no primeiro trimestre de 2010.
Em Mato Grosso, a área de soja deve aumentar até 3%, para 6 milhões de hectares, e registrar uma produção de até 18,2 milhões de toneladas. No Paraná, o Estado mais atingido pela seca neste ano, a área de soja deve avançar até 7% para 13 milhões de toneladas. A produtividade média no Estado mais atingido pela seca na safra passada deve aumentar 28%.
Os produtores de feijão projetam um recuo médio de 2,3% na área cultivada nesta primeira safra, quando devem ser plantados 1,4 milhão de hectares. Mas a produção da leguminosa, beneficiada pela elevação de 7,6% da produtividade, deve atingir até 1,41 milhão de toneladas na comparação com as 1,35 milhão do ciclo 2008/09.
A Conab estima que o algodão deve registrar um recuo na área cultivada para 779,5 mil hectares (-7,5%). Mesmo com a produtividade nacional em alta de 6%, a forte redução de até 17% na área e na produção em Mato Grosso deve provocar um recuo de até 5,4% na safra global brasileira.
Cultura mais prejudicada pelo clima desde o fim de 2008, o milho deve registrar uma redução de 8,3% na área plantada durante a safra de verão, atingindo 8,72 milhões de hectares. A recuperação da produtividade média, sobretudo no Paraná (+33%), poderia elevar a produção nacional em até 1,2%, para 34,05 milhões de toneladas. Os altos estoques de milho pressionam os preços internacionais e a alta do real frente ao dólar dificulta a exportação competitiva do grão pelos produtores do País.
No caso do arroz, a Conab estima redução média de 0,3% na área, para 2,91 milhões de hectares. Insatisfeitos com os preços, os produtores devem reduzir a produção em até 4,3%, para 12 milhões de toneladas.





















