Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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CoP-15

Longe de um acordo climático

Cúpula do clima de Copenhague se prenuncia pouco auspiciosa. Ministros das Finanças do G-20, reunidos na Escócia neste fim de semana, não chegaram a um acordo.

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Quando a crise econômica eclodiu, as negociações do acordo climático internacional também foram abaladas. “Sentimos que seria um forte complicador para as economias industrializadas”, dizia um negociador do G-77, o grupo dos países em desenvolvimento, no final da rodada Barcelona, a última antes da conferência de Copenhague. “Só que a crise está diminuindo, mas a falta de disposição que sentimos dos ricos continua.”

A rodada de Barcelona terminou melancólica. O abismo entre ricos e pobres só se agravou. Um experiente delegado brasileiro balançava a cabeça na sexta à noite: “Em todos estes anos, nunca vi um confronto Norte-Sul tão forte.”

A cúpula do clima de Copenhague se prenuncia pouco auspiciosa. Os ministros das Finanças do G-20, reunidos na Escócia neste fim de semana, não chegaram a um acordo. No fim de outubro, o ministro das Finanças da Polônia, Jan Rostowski resumiu a confusão dizendo que os países pobres da Europa não aceitam ter que ajudar seus pares ricos a “ajudar os países pobres do resto do mundo”.

Por enquanto, Copenhague pode aprovar recursos “fast-track” de US$ 10 bilhões para que os menos desenvolvidos possam desenhar seus planos de ação para reduzir emissões e se adaptar às mudanças. Mas, mesmo aqui, não está claro quem destina os recursos e como. Esse valor é só 10% do que a própria União Europeia admite ser necessário, entre 2013 e 2020, para mitigar o efeito do aquecimento.

Os países desenvolvidos, que, segundo cientistas, deveriam cortar suas emissão até 2020 em 25% a 40%, pararam em algo próximo a 16%, como conjunto, nas contas do G-77. O bloco dos em desenvolvimento quer 40% de corte. Os ricos têm falado cada vez mais que os emergentes também deveriam ter números – numa tentativa de descolar China, Índia, Brasil e México dos países mais pobres do bloco.

Os EUA correm em raia própria. A promessa de corte de 17% até 2020, com base em 2005, é comparável à promessa europeia de cortar 20%, com base em 1990. Mas a Europa quer que os EUA ampliam sua participação no esforço global. A estratégia do governo Obama tem sido ter uma meta doméstica, aprovada pelo Congresso, antes de dar cartadas internacionais. Mas os EUA também querem no acordo algo que não está sobre a mesa: que cada país contribua sem obrigações internacionais. Para negociadores brasileiros, essa fórmula resulta num acordo fraco demais.

Há um mês de Copenhague, o cenário incerto. A conferência pode terminar com um acordo político, a chamada opção “melhor que nada”. A ideia não é aceita pelo G-77, que não quer um “acordo fraco”. “O Brasil só trabalha com um cenário, não temos plano B”, diz Luis Figueiredo Machado, o chefe dos negociadores brasileiros, que defende o acordo com metas para os ricos, recursos que venham deles e planos de ação de desvio na curva de emissão dos emergentes.

Antes de Copenhague, um encontro bilateral China-EUA pode destravar o nó. A bola está com os líderes globais. Cerca de 40 falam em ir a Copenhague, mas só o britânico Gordon Brown confirmou.

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