Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Prêmio Nobel Krugman vê risco de “bolha Brasil”

Sobrevivência do real, infraestrutura e educação são entraves para o País ser uma superpotência econômica.

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Os pesados fluxos de recursos para o Brasil ameaçam o país de haver uma bolha financeira semelhante às que atingiram México, o sudeste asiático e o leste europeu, afirmou na última terça (03/12) o prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do “The New York Times”, que participou de evento em São Paulo.

Em entrevista a jornalistas, Krugman disse que a superação da crise internacional pelo Brasil foi “uma história feliz”, mas a sobrevalorização do real, a falta de infraestrutura e o baixo nível de educação da população brasileira são entraves importantes para que o país se torne uma “superpotência econômica”.

“Dizer que o Brasil é uma boa história não é o mesmo que dizer que se tornará uma superpotência econômica no ano que vem, e é isso que os mercados estão dizendo”, declarou Krugman. O economista afirmou que o cenário econômico brasileiro “não é de apocalipse, não é a Argentina (do início da década), mas não é saudável”.

Krugman brincou ao dizer que uma das vantagens do Brasil em relação ao restante do mundo “é o fato de que vocês odeiam banqueiros”. “Nos Estados Unidos, se alguém fala em ajudar o Goldman Sachs, o cidadão médio fica preocupado, acha que é importante. Aqui, politicamente, não faz sentido.”

O prêmio Nobel elogiou o sistema bancário brasileiro, menos exposto a empréstimos de alto risco, como os que vitimaram a economia americana no ano passado, em especial no mercado imobiliário. Para ele, a parte “apocalíptica” da crise já foi superada, embora preveja novos sustos nos próximos meses – citou a possibilidade de moratória em um país báltico, o que geraria uma crise de confiança na recuperação.

Confiança excessiva – O economista se disse surpreso com o ritmo da recuperação brasileira em meio à crise detonada em setembro do ano passado. “Pela primeira vez na minha vida profissional, o Brasil entrou em uma crise e saiu melhor que o mundo”, disse. “Mas isso está levando o país a um território desconhecido. O desempenho durante a crise foi bom, mas não existe uma indicação de que o país voltará a exportar nos níveis atuais tendo uma moeda tão sobrevalorizada. O mercado está, de novo, descolando da realidade.”

Krugman, que disse investir “um pouquinho” em títulos brasileiros “porque o país está na moda”, viu risco de surgimento de bolhas de consumo internas, uma vez que os incentivos fiscais concedidos pelo governo têm data de validade. “Além disso a economia real dos Estados Unidos vai mal e deve manter taxas de juros próximas de zero por mais tempo. Isso leva dinheiro a outros mercados, como o do Brasil. Mas não vai durar para sempre”, afirmou.

O Prêmio Nobel prevê que a economia dos EUA terá crescimento de modestos 2% em 2010 e, ao contrário de muitos especialistas, projeta um ano “fraco globalmente”. “Espero estar errado e que não venha mais um grande choque em breve. O risco é que aconteça como no Japão, que teve uma década perdida, mas em um número ainda maior de países”, disse.

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