Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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OGM

Transgênicos em foco

Pesquisa reforça tese de vantagem financeira no uso de sementes transgênicas. Um dos principais pontos é o menor custo de produção.

Transgênicos em foco

O uso de sementes transgênicas rendeu US$ 3,6 bilhões aos agricultores brasileiros desde que a tecnologia começou a ser utilizada, há 12 anos. O valor é referente à redução de custos e aumento na produtividade. A informação faz parte de um estudo divulgado nesta terça, dia 6, pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), em São Paulo.

O estudo, feito pela Céleres Consultoria a pedido da Abrasem, mostra que a maior vantagem da adoção dos transgênicos é o menor custo de produção. De acordo com o levantamento, a redução foi responsável por 63% do benefício financeiro obtido nas últimas 12 safras com o uso da tecnologia. 18% foi em função do aumento na produção, principalmente no algodão e no milho.

A consultoria prevê que, se a adoção de transgênicos continuar nos patamares atuais, esse benefício pode chegar a US$ 48 bilhões nos próximos 10 anos. O estudo também aponta que, sem usar sementes transgênicas, seria preciso plantar 32 milhões de hectares a mais, só de milho e algodão, para atender a demanda projetada para a próxima década. E isso geraria um gasto adicional de US$ 108,4 bilhões.

O levantamento também considerou os benefícios ambientais do uso de soja, milho e algodão transgênicos. De acordo com a consultoria, como as variedades geneticamente modificadas, em geral, apresentam resistência a doenças ou pragas, os produtores gastaram menos água nas pulverizações, diminuíram o consumo de óleo diesel e, em consequência, contribuíram para reduzir a emissão de CO2.

Mas, apesar das vantagens financeiras e ambientais apontadas no estudo, a Abrasem considera que o uso de transgênicos poderia ser maior. Segundo o presidente da associação, falta ainda uma mudança cultural por parte de muitos produtores rurais brasileiros.

“Apesar de consideram a tecnologia importante, os produtores acham ainda caro e insistem em usar sementes próprias ou piratas”, afirma o presidente da Abrasem, Ywao Miyamoto.

A Associação Brasileira de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) discorda dos dados apresentados no estudo. A Abrange reuniu dados da Embrapa e do Imea que mostram que o custo de produção do milho e da soja convencionais é menor que o dos produtos transgênicos. A entidade ainda afirma que o uso de sementes transgênicas só tem crescido porque os produtores tem tido dificuldade de encontrar material convencional no mercado.

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