Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Exportação

Santa Catarina abre a porta para exportações de suínos

Santa Catarina está perto de se tornar o primeiro Estado brasileiro a embarcar carne suína para os EUA. Com isso, o Brasil tem chances de ganhar mercados como o Japão e o México.

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Santa Catarina está próxima de exportar carne suína para os Estados Unidos. Com a abertura do mercado para os norte-americanos, União Europeia (UE), Japão, Coreia do Sul, Canadá e até o México podem se tornar novos compradores.

Para isso, a consulta pública (norte-americana) referente ao certificado de zona livre de aftosa sem vacinação de Santa Catarina precisa ser bem-sucedida. A partir daí, o Estado terá o reconhecimento sanitário desses países para vendas futuras.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), cerca de 10 mil toneladas podem ser negociadas para os Estados Unidos.

Além de União Europeia e Japão, o México – que é um grande comprador de carne suína dos Estados Unidos – pode ser outro cliente brasileiro. Como os mexicanos compram muita carne dos Estados Unidos, Paulo Molinari, especialista da Safras & Mercado, acredita que, se Santa Catarina obtiver o certificado, o mercado brasileiro poderá ser ampliado para aquele país.

No entanto, Molinari faz uma ressalva: “Santa Catarina não dispõe de carne suína o suficiente para comercializar com os EUA. Se não houver disponibilidade, as fábricas da região vão redirecionar seus embarques a partir do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, para atenderem os grandes compradores, como Rússia e Hong Kong”, disse. Com uma opinião diferente da Abipecs, Molinari crê que os Estados Unidos poderão importar de Santa Catarina entre 30 mil e 40 mil toneladas da produção brasileira de suínos.

Segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, a consulta pública norte-americana – do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos EUA (Aphis, em inglês) e Serviço de Inspeção e Segurança alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (FSIS, em inglês) -, órgãos que recebem opiniões da população sobre os novos gastos – se encerrou na última terça-feira (15). “Agora, cabe ao país dar respostas às consultas públicas”, afirmou. Neto, que também se pronunciou por meio de um site (http://www.regulations.gov/dmspublic/), constatou que as entidades agropecuárias norte-americanas apresentaram reclamações.

Por ano, o Brasil exporta cerca de 600 mil toneladas de carne suína. Rio Grande do Sul é o que mais embarca – média de 227 mil toneladas -, enquanto Santa Catarina vende 165 mil toneladas.

Santa Catarina

Santa Catarina conta com o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) há três anos. Ainda assim, os EUA enviaram uma missão técnica para inspecionar a sanidade catarinense. A Coreia do Sul também visitou o Estado em 2009 e a expectativa é que ainda em 2010 o país possa comprar suínos brasileiros.

Losivanio de Lorenzi, vice-presidente da Associação Catarinense de Criadores Suínos (Accs), contou que há boas chances de os negócios entre norte-americanos e catarinenses se concretizarem logo. Lorenzi esteve reunido com Enori Barbieri, secretário da Agricultura de Santa Catarina, e outros produtores para falar do assunto. “Eu acredito que logo os Estados Unidos darão o aval para as compras”, disse.

Otimista em relação à Safras & Mercado e Abipecs, André Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), espera que os EUA possam embarcar média de 300 mil toneladas de suínos. “Os norte-americanos aceitaram regionalizar o Brasil, e Santa Catarina não apresenta problemas sanitários, como a febre aftosa”, falou. Para Nassar, o importante é acelerar a conquista do certificado para atrair o Japão para o Estado. O Japão, segundo Nassar, importa, anualmente, 1 milhão de toneladas de carne suína e, por isso, o Brasil, no geral, pode ter ganhos nas exportações.

No ano passado, a União Europeia visitou Santa Catarina e exigiu algumas adequações sanitárias. Agora, o Estado aguarda resposta da UE sobre as solicitações. De acordo com a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, os problemas foram solucionados. Foram contratados 120 veterinários e feito o cadastramento de 600 produtores que fornecem suínos sem a utilização de ractopamina (promotor de crescimento nos animais).

Santa Catarina está perto de se tornar o primeiro Estado brasileiro a embarcar carne suína para os EUA. Com isso, o Brasil tem chances de ganhar mercados como o Japão e o México.

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