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Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
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Frango - Indicador SPR$ 7,00 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.224,33 / t
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Commodities em alta

Ação do banco central americano catapulta preços de commodities. Produtos como soja e milho testaram novas máximas.

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Commodities em alta

A desvalorização do dólar que se seguiu à nova injeção de recursos na economia dos Estados Unidos anunciada na quarta-feira pelo Fed, o banco central do país, funcionou como uma catapulta para a maior parte das commodities agrícolas negociadas nas bolsas de Chicago e Nova York.

Produtos que já estavam em franca ascensão, como açúcar, algodão, café, soja e milho, testaram novas máximas, e mesmo alguns que caíram influenciados por outros motivos, como cacau e laranja, tiveram a queda limitada pela erosão da moeda americana.

As escaladas que mais preocupam ainda são de grãos como milho, trigo e soja, que têm maior peso em uma tendência de inflação global dos alimentos que está no radar da FAO, o braço das Nações Unidas dedicado ao setor. São commodities de elevada liquidez que também atraem mais atenções de grandes fundos de investimentos, que com a elevação de posições compradas ajudam a maximizar as valorizações.

As três têm na bolsa de Chicago sua principal referência global de preços, e na sessão de ontem a que mais subiu foi o trigo. Os contratos futuros de segunda posição de entrega do cereal (normalmente a mais negociada) subiu 3,29% e alcançou US$ 7,5350 por bushel. Segundo cálculos do Valor Data, o salto ampliou para 35,77% a alta acumulada dos papéis em 2010, e para 39,34% o salto nos últimos 12 meses.

No caso da soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, os ganhos dos contratos de segunda posição foram de 3,01% no pregão de ontem. Para o milho, segundo grão mais cultivado no Brasil, a alta foi de 1,56%, também influenciada pela expectativa de redução da safra americana que está sendo colhida. As cotações das duas commodities estão no mais elevado patamar em Chicago em quase dois anos. O nível atual só perde para o de junho de 2008, quando fundamentos de oferta e demanda altista atraíram fundos de investimentos e levaram os preços a suas máximas históricas.

E por falar em máximas históricas, quem ampliou a sua foi o algodão. O produto atingiu seu pico em 140 anos na bolsa de Nova York há algumas semanas, e esse recorde voltou a ser ampliado ontem. Os futuros de segunda posição da commodity subiram 3,8% ontem, conforme cálculos do Valor Data, e fecharam a US$ 1,3666 por libra-peso. Também em Nova York, a segunda posição do açúcar subiu 4,95% e bateu um novo recorde em 30 anos, e o café registrou alta de 4,94% e foi aos píncaros em mais de 13 anos. O Brasil é o maior exportador de açúcar e café do mundo, e está entre os cinco maiores no algodão.

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