Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Desafios para a produção orgânica – Por Sylvia Wachsner

A demanda por alimentos orgânicos cresce muito, mas sua produção ainda é ineficiente. Enquadrar a produção orgânica num conjunto de instruções normativas e regulamentos é um desafio para os produtores.

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Desafios para a produção orgânica –  Por Sylvia WachsnerO Censo realizado pelo IBGE em 2006 divulgou que os estabelecimentos orgânicos brasileiros eram responsáveis por 1,8% das propriedades agrícolas incluídas na pesquisa. Desse total, a produção de lavouras temporárias representava 33%, a criação de pequenos animais alcançava 42% e as lavouras permanentes ficavam com 10%.  Boa parte dos produtores orgânicos brasileiros é composta por centenas de agricultores familiares e pequenos produtores rurais, dos quais 43% possuem área inferior a 10 hectares.

No Brasil, a cadeia da produção orgânica está sendo construída gradualmente. Diversos obstáculos precisam ser enfrentados, como os baixos investimentos realizados nas agroindústrias e na produção, que têm dificuldade de gerar escala.

Desta forma, a demanda dos consumidores atraídos pelo conceito de alimentos orgânicos ainda é bem maior do que a oferta desses produtos. Também é necessário um avanço quantitativo em termos de pesquisa, assistência técnica especializada e produção de insumos e sementes. Embora a expressão “agricultura orgânica” aparente uma atividade simples, requisitos como adubação natural, conservação da área e proibição de fertilizantes químicos, dentre outros, requerem cuidados específicos – e bem distantes da agricultura convencional, que dispõe de ferramentas próprias.

Os supermercados estão percebendo o potencial do setor orgânico e a importância na conquista de maior espaço nas gôndolas dos supermercados. No entanto, a dependência dos pequenos produtores em somente comercializar seus produtos no  grande varejo tem seus riscos.  É preciso uma estratégia mundial de grandes varejistas e, para alimentos convencionais e orgânicos, o investimento em marcas próprias como forma de crescimento, terceirizando a produção e investindo no marketing dos produtos. Para os pequenos produtores orgânicos, a industrialização de uma elevada porcentagem da sua produção para a clientela, e a vinculação da receita mensal de uma só fonte, constituem questões a serem bem analisadas.

Os pequenos produtores necessitam de integração e organização – seja em cooperativas ou grupos – para melhorar sua atratividade e favorecer negociações. O Projeto OrganicsNet considera que o mercado interno continua sendo muito importante para os produtores brasileiros, sobretudo para as pequenas agroindústrias e produtores familiares, cuja produção é limitada. A implantação, a partir de janeiro de 2011, do selo brasileiro único de certificação “Orgânicos Brasil” ajudará na organização dos produtos ofertados, o que deverá trazer transparência ao sistema, construir estatísticas e levar ao público informações sobre os alimentos e produtos consumidos. Pelo outro lado, enquadrar a produção orgânica num conjunto de instruções normativas e regulamentos, resultará num enorme desafio para os produtores. 

A exportação é um empreendimento muito mais pesado. Requer grande escala, rastreabilidade, logística eficiente, estabilidade e padronização na oferta de produtos, entre outros fatores. A consequência disso é que poucas são as empresas capacitadas para atender às exigências dos mercados internacionais, e no caso dos alimentos orgânicos brasileiros – não as commodities – os preços ainda são superiores, quando comparados com similares nos mercados de Europa e Estados Unidos.

O Projeto OrganicsNet acredita que, com a implantação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, os investimentos neste segmento da agricultura possam aumentar a oferta de insumos, sementes e pesquisa que contribuam para o incremento da produtividade de nosso pais. Consideramos que o mercado interno é muito importante para os produtores brasileiros, sobretudo para as pequenas agroindústrias e produtores familiares que, na comercialização de seus produtos, devem levar em conta o ato de agregar valor, além de todas as formas de comercialização, sem desprezar o grande varejo.

Por Sylvia Wachsner é diretora da Sociedade Nacional de Agricultura e coordenadora do Projeto OrganicsNet/SNA.

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