Em um dia, commodities agrícolas sobem de 3,2% a 7,1% na bolsa de Chicago (EUA). Dólar e clima influenciam.
Grãos seguem em alta

Ainda que estudo preliminar da OCDE não identifique na atual volatilidade das commodities agrícolas nada muito anormal em relação ao comportamento dos preços nas últimas décadas, as oscilações dos grãos observadas ontem na bolsa de Chicago voltaram a alcançar níveis incomuns. Sustentado pela desvalorização do dólar e por problemas climáticos, trigo disparou e maximizou os ganhos de milho e soja, que também já subiam por causa do câmbio.
No caso do trigo, as adversidades climáticas destacadas pelos traders consultados pela agência Dow Jones Newswires são no leste da Austrália (fortes chuvas) e em regiões produtoras americanas (seca). Com a combinação dólar-clima, os contratos de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) do cereal registraram alta de 7,13% e encerraram o pregão em Chicago a US$ 7,40 por bushel.
No caso de milho, onde a influência da disparada do trigo foi maior, a segunda posição subiu 4,09%, para US$ 5.
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