Produção de grãos pode bater novo recorde em 2010/11. La Niña deu trégua e não assusta mais o produtor.
Produção de grãos em alta

Com o “refresco” concedido pelo fenômeno climático La Niña em dezembro na região Sul, o Brasil passou a caminhar para mais uma colheita recorde de grãos.
Segundo o quarto levantamento de campo da Conab sobre os rumos desta safra 2010/11, o primeiro do governo Dilma, a produção totalizará 149,417 milhões de toneladas, 150 mil a mais que em 2009/10. Trata-se de um incremento de apenas 0,1%, mas suficiente para uma nova máxima. No terceiro levantamento, último da era Lula, o volume previsto (149,.087 milhões de toneladas) ainda era inferior ao da temporada passada (149,205 milhões).
Ainda suscetível aos reflexos do La Niña, a safra de grãos continuará sendo liderada pela soja, cuja colheita deverá render 68,553 milhões de toneladas – 0,2% menos que em 2009/10 apesar da área plantada ter sido 2,6% maior. Por mais moderado que pareça, o fenômeno provocou atraso no plantio da oleaginosa em Mato Grosso, que lidera sua produção entre os Estados, e deverá afetar a produtividade em diversas regiões produtoras, inclusive no Sul.
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Para o milho, segundo grão mais cultivado, a projeção da Conab aponta para 31,511 milhões de toneladas no verão, 7,5% menos que em 2009/10, e para um volume total de 52,724 milhões, 2,2% mais magro. Só que esse total leva em consideração uma safra de inverno ainda não dimensionada. O grande destaque continua sendo o aumento previsto para a produção de algodão em pluma (53,7%, para 1,835 milhão de toneladas).
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