Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Agricultura familiar em PE

Novo programa apoia setor e deve aplicar US$ 135 milhões em seis anos, com foco na renda.

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Deverá ser aprovado até julho o plano de execução do programa Pernambuco Rural Sustentável (PRS), que prevê a aplicação de US$ 135 milhões em seis anos em projetos que beneficiem a agricultura familiar no Estado.

Financiado pelo Banco Mundial (Bird), o PRS pode ser considerado um sucessor do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), que entre 2006 e 2010 desembolsou US$ 40 milhões, também aportados pelo Bird para ações na mesma frente. O contrato do PCPR, igualmente firmado com o governo do Estado, expirou no ano passado.

Diferentemente do PCPR, cujo foco principal foi o financiamento de melhorias na infraestrutura básica de regiões rurais carentes de Pernambuco, o PRS vai se concentrar no estímulo a projetos que garantam a melhoria da renda de agricultores familiares.

A expectativa é que, em muitos casos, os projetos que vierem a ser aprovados no âmbito do novo programa sejam desenvolvidos em regiões beneficiadas em alguma medida pelo anterior, que gerou investimentos nas áreas de saneamento, abastecimento de água, eletrificação rural e estradas vicinais, entre outras.

Como o PCPR, o novo programa será executado pelo ProRural, unidade técnica da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco. E, como adianta Carlos Vaz, consultor do ProRural, outros parceiros poderão participar do PRS, como já ocorre com o Sebrae.

Vaz explica que o PRS financiará projetos ligados a agricultores de base familiar e reunidos em associações e cooperativas. Do montante total que deverá ser aportado, US$ 100 milhões deverão ser aplicados diretamente em novos projetos e US$ 35 milhões no custeio operacional do programa. “Deveremos atender, ou financiar, cerca de 400 projetos no total”.

Segundo Vaz, pelo menos 60% dos recursos deverão irrigar projetos produtivos envolvendo pequenas agroindústrias como fábricas de polpa de frutas e laticínios, além de unidades apícolas, de aquicultura e ovinocaprinocultura. Mesmo projetos não agrícolas, como de artesanato e turismo rural, poderão ser contemplados, desde que tenham impacto nas pequenas comunidades rurais.

Carlos Vaz explica que os recursos previstos pelo novo programa deverão começar a ser liberados em setembro. Serão até US$ 500 mil por projeto – a média deverá ficar entre US$ 200 mil e US$ 250 mil, sendo 90% a fundo não reembolsável -, ante teto de US$ 100 mil do extinto PCPR, e poderão ser priorizados aqueles incluídos em Arranjos Produtivos Locais (APL) que participem de redes contempladas por outros tipos de apoio.

Como exemplo dessa integração, Vaz cita o Polpa do Agreste, programa que já existe, tem sua sazonalidade e pode atender suas necessidades de matéria-prima com a produção de outros programas, desde que com o mesmo foco na agricultura familiar, como é o caso do PRS.

Outro viés do novo programa, conforme o consultor do ProRural, será a prioridade em atender projetos ligados a comunidades quilombolas e/ou liderados por mulheres e jovens – já que, segundo Vaz, há a percepção concreta de que são melhor gerenciados e dão melhores resultados.

E, claro, a sustentabilidade dos projetos, cuja abrangência em muitos casos não será apenas local ou municipal, mas “territorial”. será determinante para a liberação de recursos. “Além da inclusão econômica dos agricultores familiares, temos de nos preocupar com sua inclusão social e com a preservação ambiental”, afirma.

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