Resultado é 23,61% superior ao registrado em 2010. Em volume, os embarques alcançaram 973,06 mil toneladas. Alta de 7,73% em relação ao 1º trimestre do ano passado.
Exportações avícolas alcançam US$ 1,98 bilhão no 1º trimestre
Com receita de US$ 1,98 bilhão e volume de 973,06 mil toneladas, as exportações avícolas do 1º trimestre de 2011 registraram alta de 23,61% e 7,73%, respectivamente, na comparação com os resultados do mesmo trimestre de 2010. De acordo com os dados divulgados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef), 94% deste resultado correspondem aos embarques de carne de frango, que alcançaram 933 mil toneladas em volume e receita cambial de US$ 1,866 bilhão de janeiro a março deste ano.
Segundo a Ubabef, o Oriente Médio continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, seguido da Ásia e União Europeia. “Os números são muito bons. Estamos vislumbrando um aumento na demanda global por carne de frango, principalmente nos mercados emergentes”, explica Francisco Turra, presidente executivo da entidade avícola.
Apesar dos resultados positivos, Turra salienta que a situação cambial no Brasil preocupa o setor avícola. A grande valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade de produto brasileiro no mercado internacional, obrigando as indústrias a “despejarem” seu produto no mercado interno. “Algumas empresas do setor já admitem eliminar um dos turnos de trabalho, com a consequente redução de empregos, já que o mercado interno não tem como absorver a parcela tradicionalmente destinada às exportações”, pontua o presidente da Ubabef.
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Outro problema destacado por Turra é o aumento de preço das commodities internacionais, em especial o milho – fundamental na ração das aves. “A escassez e o elevado preço do milho impacta diretamente no custo de produção do avicultor, prejudicando sua rentabilidade”, afirma o dirigente. “O Ministério da Agricultura precisa ampliar suas ações, porque a alternativa será os produtores de frango recorrerem às importações. Com dólar barato, é uma opção bastante atrativa”, frisou.
Para o diretor executivo da entidade avícola, Ricardo Santin, o governo brasileiro precisa criar subsídios ao produtor de milho e apressar a desoneração do PIS/Cofins para o setor produtivo. “Só vamos manter a nossa competitividade com a ajuda do Governo Federal”, conclui Santin.





















