Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Não há risco de descontrole inflacionário, diz Delfim

Delfim Netto descarta risco de descontrole inflacionário no Brasil. Para o economista “Mantega e Tombini estão fazendo o correto”.

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O Brasil não corre o risco de voltar a ter inflação galopante, como em décadas passadas.  Essa é a avaliação do economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto, que ministrou nesta quinta-feira (09/06), a convite do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), uma palestra sobre as perspectivas para a economia brasileira. “O governo está agindo com todos os instrumentos que dispõe para trazer a inflação à meta”, comentou, referindo-se à taxa básica de juros (Selic) e às medidas macroprudenciais, que incluem o câmbio e o compulsório.

“As medidas macroprudenciais são importantes, mas seguramente a Selic tem efeito maior sobre a expectativa de inflação”, afirmou, estimando uma desaceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que chegaria ao final de 2011 com alta de 5,5%.
Em maio, a inflação em 12 meses chegou a 6,55%, ultrapassando o teto da meta proposta pelo governo – de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ainda indicando preocupação com o avanço generalizado de preços, o Banco Central (BC) elevou ontem a Selic de 12% para 12,25% ao ano, e sinalizou que novos aumentos virão.

Embora classifique os juros no Brasil como “um escândalo”, Delfim Netto não deixou de tecer elogios ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do BC, Alexandre Tombini.
“Mantega e Tombini estão fazendo o correto”, ressaltou. “Os juros altos são simplesmente um processo de defesa. Se não fossem uma necessidade, o governo não faria.”

Para Delfim Netto, a economia já apresenta os primeiros sintomas de redução nas pressões inflacionárias. Pelos seus cálculos, os preços externos não devem continuar subindo como nos últimos meses.

Entretanto, o economista destaca que isso não significa que haverá uma volta aos valores antigos. “Inflação não é preço alto. É crescimento de preço. Mesmo que os preços continuem altos, há uma tendência de estabilização”, explicou.

Ele ainda mostrou que o comportamento da inflação no Brasil não difere muito do verificado em outros países. “Não há nada de excepcional na inflação brasileira. O país está sofrendo os mesmos efeitos que outras economias ao redor do globo”, concluiu.

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