Primeira mudança na Conab foi anunciada ontem (11). Rômulo Gonçalves deixa o cargo de procurador-geral e assume Rui Magalhães Piscitelli. Piscitelli é procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU).
Nomeado novo procurador-geral da Conab
A primeira mudança na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alvo de denúncias de irregularidades publicadas na imprensa nas últimas semanas, foi anunciada na tarde de hoje (11) pelo Ministério da Agricultura. Rômulo Gonçalves deixa o cargo de procurador-geral e assume Rui Magalhães Piscitelli.
Ontem (10), em audiência pública no Senado, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, havia dito que a primeira alteração na Conab seria feita na área jurídica.
Piscitelli é procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo nota divulgada pelo ministério, o novo chefe da área jurídica é mestre em direito constitucional, especialista em processo civil e professor de pós-graduação em direito. O escolhido, que terá de analisar mais de 9 mil ações judiciais contra a Conab, também é integrante da carreira e especialista do Banco Central e pós-graduado em finanças.
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna
A mudança foi uma determinação da presidenta Dilma Rousseff. Segundo o ministério, Piscitelli já esteve ontem no gabinete do ministro, onde reuniu-se também com os diretores da Conab. Na ocasião, foram determinadas mudanças na gestão do contencioso jurídico da empresa. A nomeação do novo procurador foi assinada hoje pelo presidente da estatal, Evangevaldo dos Santos.
As mudanças na Conab, que devem levar a mais nomeações nos próximos dias, foram acertadas no último fim de semana entre a presidenta e o ministro.
Na audiência pública do Senado, na qual o ministro foi explicar as denúncias de irregularidades que pesam contra sua pasta, Rossi relatou que a presidenta lhe incumbiu de tomar “medidas fortes, sem qualquer limitação política, focando na experiência profissional”, na hora de substituir funcionários.
Atualmente, a presidência e as diretorias da Conab estão repartidas entre o PTB, o PMDB e o PT. Rossi admitiu que a unidade entre os diretores está difícil.























