Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx
Economia

Alta do dólar favorece trigo e carnes

Elevação do dólar é alentadora para o setor suinícola, que sofre com o embargo russo há três meses e tenta substituir o cliente perdido com ampliação dos destinos de embarque da carne suína.

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Com a maior cotação desde julho de 2009, o dólar comercial fechou ontem (22) a R$ 1,90, o que pode favorecer triticultores brasileiros. A expectativa é que preço do grão nacional torne-se mais atrativo frente ao importado, já que metade do que é consumido no país (10 milhões de toneladas) vem dos moinhos da Argentina. Segundo o analista da Safras e Mercados Michael Prudêncio, em agosto, com o dólar a R$ 1,60, o cereal argentino chegou a São Paulo por R$ 551,46 a t. Com a alta da moeda americana, a “mesa virou” e o grão do país vizinho está chegando a R$ 671,00/t.

Segundo o consultor, o mercado começa a dar sinais de recuperação, depois de uma estagnação de mais de dois meses. A lentidão tem origem na timidez dos compradores, que ainda aguardam a consolidação da safra argentina, atingida por uma estiagem. Mas a marcha-lenta também é determinada pela pressão de oferta de trigo de safras passadas oferecida em leilões públicos. Neste cenário, Rio Grande do Sul e Paraná estão vendendo o grão abaixo do preço mínimo, de R$ 477,00/t. Isso fez com que o governo federal anunciasse mecanismos de apoio à comercialização, que ainda não ocorreram.

O economista e consultor da Fecoagro, Tarcísio Minetto, também acredita que a valorização do dólar irá dificultar as importações da indústria. Apesar da projeção de melhora, há entraves para os produtores gaúchos como o custo logístico e a guerra fiscal, além da concorrência. “Nós evoluímos bastante. Atualmente, há investimento em pesquisa e temos trigo de qualidade. A torcida é que isso se reflita no preço.”

Apesar das dificuldades, a confiança paira sob o Estado, que inicia a colheita no mês que vem. Produtores devem colher 11% a mais do que em 2010, aumentando a safra para 2,1 milhões de t. Principal produtor, o Paraná vai diminuir a colheita de 3,4 milhões de t em para 2,5 milhões de t devido a problemas climáticos. A estiagem na Argentina também afeta o cultivo, provocando quebra da safra 2011/12. Ontem, relatório divulgado pelo o Ministério da Agricultura do país estimou que a produção fique entre 11 a 13 milhões de t, volume inferior aos 14,7 milhões de t do ciclo anterior.

A elevação do dólar é alentadora também para o setor suinícola, que sofre com o embargo russo há três meses e tenta substituir o cliente perdido com ampliação dos destinos de embarque. “Em um primeiro momento, quando se analisa as exportações, há uma sinalização de melhora”, avalia o diretor executivo do Sips, Rogério Kerber. A preocupação do executivo, no entanto, é com o comportamento dos preços do milho e de insumos importados. “Resta saber como se a evolução do dólar será consistente e duradoura, pois as importadoras terão que revisar a tabela de valores.”

Ontem, a alta do dólar fez com que os preços de trigo, milho e soja recuassem na Bolsa de Chicago, acompanhando a queda dos mercados americanos e europeus. O bushel de milho para entrega em dezembro terminou a quinta-feira a 6,50 dólares, o que representa uma perda de 35,75 cents em relação à véspera.

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