Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Bovinos

EUA líder em bovinos

Estados Unidos superam o Brasil e lideram as exportações de carne bovina. Abate de matrizes resultará em menor oferta de carne no futuro.

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O Brasil perdeu, para os Estados Unidos, o posto de líder nas exportações de carne bovina. De janeiro a julho, os americanos exportaram 1,7% mais do que os frigoríficos instalados no país.
Nos primeiros sete meses de 2011, a pecuária norte-americana faturou US$ 3,06 bilhões, ante receita de US$ 3,01 bilhões obtida pelos brasileiros no mercado externo, segundo dados da  Associação Brasileira dos Exportadores de Carne Bovina (Abiec).
Em volume, a vantagem dos EUA é mais evidente. Eles exportaram 741,3 mil toneladas no período, número 18% superior às 627,6 mil toneladas embarcadas pelo Brasil.
Vários fatores explicam a mudança no topo do ranking. Por aqui, o câmbio e o alto custo de produção -impulsionado pelo aumento da arroba do boi- contribuíram para que as empresas brasileiras perdessem mercado.
“Os grandes frigoríficos não têm muito estímulo para exportar. A rentabilidade não compensa”, afirma José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP. Já nos EUA, a carne bovina ficou mais barata como reflexo da crise econômica, pois não há espaço para aumentar os preços ao consumidor.
Com a rentabilidade prejudicada, os produtores começaram a abater matrizes (fêmeas), normalmente retidas para procriação. Com as vacas abatidas, aumentou a disponibilidade de carne bovina no país, o que tornou o produto para exportação mais competitivo. Neste ano, a seca que atingiu muitas áreas de pecuária nos EUA também estimulou o abate de matrizes. Na média deste ano, as vacas já representam 19% do descarte total de animais nos EUA.
“Os EUA estão conseguindo acessar mercados que antes eram inviáveis para eles por conta de preço, como a Europa e até o Egito”, diz Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec.
Apesar de dar a volta por cima após a ocorrência de vaca louca em 2003 e desbancar o Brasil do topo -posição que o país ocupava desde 2004-, as perspectivas não são animadoras para a pecuária americana. A tendência é de alta nos custos de produção, com o aumento do uso do milho para produção de etanol. Como a engorda dos bovinos termina nos confinamentos nos EUA, o milho é um importante insumo para a pecuária.
Além disso, o abate de matrizes de hoje vai resultar em menor oferta de carne no futuro. O Brasil, que promoveu um grande descarte de fêmeas entre 2005 e 2007, até hoje sofre as consequências. “A fatura vai aparecer daqui há algum tempo”, diz Ferraz. “A liderança dos EUA não é eterna. É uma situação circunstancial de mercado que não se sustenta no longo prazo, diz Sampaio.

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