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Economia

IGP-10 sobe menos

Preço agrícola desacelera no atacado influenciado pela recente valorização do dólar, mas efeito no IPCA pode ser modesto.

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IGP-10 sobe menos

Os preços subiram menos no atacado agrícola nos primeiros dez dias de outubro, movimento que compensou a alta dos produtos industriais, ainda influenciados pela recente valorização do dólar. A dúvida é se esse efeito nos preços agrícolas será suficiente para trazer a inflação para o teto da meta em 2011, algo considerado pouco provável pelos analistas ouvidos pelo Valor.

A desaceleração da inflação acumulada em 12 meses é esperada pelos economistas depois de ela ter atingido 7,3% em setembro, mas poucos acreditam que ela ficará dentro do limite superior da meta, que é de 6,5% para 2011.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) variou 0,64% nos 30 dias encerrados em 10 de outubro. Esse percentual é semelhante ao do mesmo indicador do começo de setembro (alta de 0,63%), mas já mostra recuo em relação ao IGP do fechamento do mês passado, que foi de 0,75%. Essa descompressão foi puxada pelos preços agrícolas. O Índice ao Produtor Amplo de produtos agrícolas subiu 0,76% no IGP-10, bem abaixo do 1,85% do IGP-DI (fim de setembro) e também do 1,48% do começo de agosto.

No atacado, ao contrário dos agropecuários, os produtos industriais subiram mais. O IPA industrial se acelerou de 0,46% para 0,82%. Esse resultado foi fortemente influenciado pelo aumento do minério de ferro, cuja alta foi de 2,69% no IGP-10 de setembro e de 5,23% no de outubro. Só essa alta respondeu por 33% da variação dos preços no atacado geral.

Para Thiago Curado, da Tendências Consultoria, a atual leitura do IGP-10 pode ser a última com alguma influência inflacionária do câmbio, já que o dólar tem parado de subir nos últimos dias e a queda de algumas commodities no mercado internacional aparece claramente no indicador, não sendo mais compensada pela depreciação do real.

Como exemplo, ele cita o arrefecimento nos preços da soja e do café. O primeiro item se desacelerou de 4% para 1,4%, e o segundo, de 6,8% para 4,8% nas duas medições do IGP-10. “Esses produtos são sensíveis aos preços externos e refletem a queda das cotações de commodities no mercado global por conta da crise, que acaba gerando certo pessimismo”, diz.

A alta dos alimentos também já mostra perda de força no varejo. O recuo foi expressivo no Índice de Preços ao Consumidor que compõe o IGP-10 (IPC-10), de 1,23% para 0,09% entre setembro e outubro. O movimento também já aparece no IPC semanal, no qual o grupo alimentação variou de 0,47% para 0,17%. Com essa ajuda, o IPC-10 recuou. Depois de subir 0,58% no começo de agosto e encerrar setembro (IPC-DI) em alta de 0,50%, o indice subiu 0,37% no período encerrado em 10 de outubro.

O IPC da cidade de São Paulo, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), capturou tendência inversa: entre a primeira e a segunda quadrissemana de outubro, a taxa dos alimentos passou de 0,39% para 0,46%, após encerrar setembro em 0,37%, mês marcado por forte desaceleração no preços dessa classe de despesa.

O coordenador-adjunto do índice, Rafael Costa Lima, diz que o início da entressafra da carne e a alta do frango, que já vinha subindo nas leituras anteriores, explicam a pressão maior no grupo alimentação, mas não descarta a possibilidade de algum impacto da baixa no atacado – ainda que defasado – no IPC-Fipe.

“O efeito deve aparecer no próximo mês. Essas variações geralmente são mais suaves para o consumidor, mas os preços lá fora não subirem é algo que tende a desacelerar a inflação dos alimentos.”

A desaceleração dos alimentos no varejo dará um certo alívio ao IPCA em outubro e traz a possibilidade de a meta de inflação ser cumprida neste ano, avalia o economista Fabio Ramos, da Quest Investimentos. “Esse movimento consolida o IPCA em 12 meses desacelerando e há risco de a meta ser cumprida em cima da trave”, diz o analista, que revisou recentemente sua projeção para o indicador oficial de inflação em 2011, de 6,7% para 6,6%.

Curado ainda acha cedo para alterar sua projeção de 6,6%, que é a mesma desde março, mas considera pouco provável um cenário mais pessimista que já chegou a ser cogitado, no qual o IPCA fecharia 2011 próximo de 7%. “Mas contamos com nova aceleração dos alimentos e dos combustíveis em novembro, e os serviços se manterão em patamar elevado”, pondera.

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