Importação de carne suína pela África do Sul depende de visita técnica. País frustrou as expectativas e não garantiu a reabertura de seu mercado.
Sem garantias

A África do Sul frustrou as expectativas e não garantiu a reabertura de seu mercado à carne suína brasileira. Como informou o repórter especial Sergio Leo, em reunião realizada nesta terça-feira em Pretória o ministro sul-africano de Comércio e Indústria, Rob Davies, afirmou ao ministro brasileiro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) que a concessão de licenças para a retomada desse comércio está praticamente autorizada. Mas, como admitiu Pimentel, a efetiva reabertura ainda depende da avaliação de missão técnica que será enviada pelo governo da África do Sul ao Brasil. Em troca dessa reabertura, os sul-africanos têm interesse em expandir suas exportações de vinho ao mercado brasileiro – “swine for wine”, como definiu Davies.
“É inacreditável que uma visita de nível presidencial não consiga resolver uma grave injustiça que a África do Sul pratica contra um setor do Brasil. A questão não é técnica. Trata-se de claro protecionismo totalmente injustificado”, afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, associação que representa os exportadores de carne suína do país.
A África do Sul barrou o produto brasileiro em 2005, última vez em que foram registrados casos de febre aftosa em bovinos no Brasil, e se mantém irredutível até agora, ao contrário da grande maioria dos mercados que impuseram embargos há seis anos. Nesse contexto, cresce a expectativa de que o Brasil manifeste hoje sua preocupação com o impasse na Organização Mundial do Comércio (OMC). O tema está na agenda do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias do órgão.
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