Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,90 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.349,10 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.294,62 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,69 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
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Desafios do setor avícola

Competitividade da avicultura brasileira e perspectivas do comércio internacional são destacados durante o 22º Congresso Brasileiro.

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Desafios do setor avícola

A programação de hoje do 22o Congresso Brasileiro de Avicultura incluiu o painel “Desafios e perspectivas do comércio internacional”, tendo como debatedores o presidente da USA Poultry and Egg Export Council (USAPEEC), Jim Sumner, e o secretário executivo adjunto do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer. O moderador foi diretor de Mercados da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Ricardo Santin.
   
Sumner – que também é presidente do IPC (Conselho Internacional de Avicultura) -, ao analisar a avicultura dos EUA, informou que a porcentagem de produção exportada passou de 6% em 1990 para 20% em 2010. “Essa participação deve aumentar levemente em 2011, graças ao aumento da demanda mundial por carne de frango mais acessível. As exportações terão uma função mais importante em elevar a produção norte-americana à medida que o consumidor doméstico estiver nivelado”, afirmou.
   
Apesar de ter uma grande participação no mercado mundial o setor avícola norte-americano também enfrenta desafios, segundo Sumner. Entre os pontos abordados ele citou a recessão americana, que tem ocasionado queda no consumo
interno e o preço dos insumos. “Porém a crise econômica é apenas um pequeno percalço, em longo prazo. Um dos maiores desafios para o setor avícola dos EUA ainda será os altos preços do grão para rações, impulsionados pela obrigatoriedade do biocombustível”, afirmou. “Os preços de milho e soja aumentaram significativamente nos últimos anos, o que aumentou tremendamente a tensão sobre os avicultores americanos”, continuou Summer.
   
O presidente da USAPEEC destacou o trabalho realizado pela União Brasileira de Avicultura para o desenvolvimento do setor, assim como do apoio do governo brasileiro para que avicultura se mantenha como um dos segmentos mais importantes do agronegócio.
   
O secretário executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaefer, fez um balanço sobre a posição do Brasil no mercado internacional. “A tendência, que já vinha se apresentando poderá se confirmar, de expansão de nosso comércio internacional. Hoje verificamos novos mercados com o crescimento de países emergentes em regiões como Ásia, América Latina, África e Leste Europeu. Há um investimento de cerca de R$ 6 milhões para estimular as exportações para novos mercados”, afirmou. “Neste sentido o mercado de carnes está atento e o setor de aves tem realizado um contínuo trabalho para aumentar a presença do frango brasileiro em cada vez mais países”, continuou.
 
Competitividade
 
Outro painel realizado hoje teve o tema “Competitividade, o grande desafio do agronegócio”, e reuniu como debatedores o Diretor Presidente da Brasil Foods, José Antonio Fay, e o Diretor Geral da Seara Alimentos, Mayr Bonassi. O moderador foi o jornalista Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes.
   
Em sua apresentação, Bonassi destacou que a avicultura tem competitividade e reputação fortes, destacando a vocação agroindustrial, o alto controle sanitário e a reputação idônea, mas ainda pouco valorizada. Mencionou pontos fortes como oferta de insumos, mão de obra qualificada, excelentes condições climáticas, água em abundância e sistema produtivo integrado. Mas alertou como pontos francos os baixos investimentos do país em infraestrutura, o que leva a filas nos portos e a concentração no transporte rodoviário e destacou ainda a legislação e a carga tributária trabalhista, além do câmbio.
   
O diretor geral da Seara Alimentos frisou, porém, que a avicultura brasileira precisa valorizar a reputação destacando diferenciais como sustentabilidade, mão de obra qualificada e grãos com garantia de origem. “Tudo isto tem de valer mais”, argumentou, sugerindo a criação de um Label Brazil (Selo Brasil).
   
José Antonio Fay, por sua vez, estimou em 15% a 30% a vantagem de custos da avicultura brasileira frente a seus concorrentes. Mas frisou se tratar de um setor extremamente volátil, e sujeito a diversas variáveis.
   
Ele concluiu a apresentação chamando para a necessidade de atenção em quatro áreas: educação, clima, infraestrutura e reconhecimento da importância do setor avícola.
  
 “A educação, por exemplo, é um de nossos maiores gargalos. Existe hoje uma enorme dificuldade de recrutar mão de obra qualificada em várias áreas. A vantagem comparativa de mão de obra barata é algo do século passado”, frisou.

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