Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Mercado Externo

Campanha combate rotulagem de transgênicos nos EUA

Empresas de agronegócios e alimentos financiam campanha contra a rotulagem de transgênicos na Califórnia.

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Empresas de agronegócios e alimentos dos Estados Unidos estão gastando milhões de dólares em uma campanha contra uma proposta que, se aprovada, as forçaria a revelar o uso de ingredientes geneticamente modificados na composição de seus produtos.

As companhias alegam que o cumprimento de lei como essa resultaria em um aumento de custos que, segundo alertam, seriam repassados aos consumidores. Gigantes como Coca-Cola, PepsiCo, General Mills, Monsanto e DuPont já investiram US$ 25 milhões para tentar derrubar a “Proposta 37”, da Califórnia.

Milho, soja e canola estão entre os ingredientes que podem ser produzidos a partir de sementes transgênicas, que os tornam mais resistentes a pragas e mesmo a intempéries climáticas. Com a proposta da Califórnia, as empresas temem não poder mais comercializar seus produtos como “naturais” no mercado local; elas também estão preocupadas com a possibilidade de aprovação de regras semelhantes em outros Estados americanos.

“[A proposta] terá um impacto muito negativo e custos maiores”, diz Kathy Fairbanks, uma porta-voz da campanha “No on 37”, contra a proposta de lei. “Ela é baseada no medo, e não em fatos”.

Os EUA não têm uma lei federal sobre a classificação de alimentos geneticamente modificados. Países europeus irritaram empresas americanas uma década atrás, quando começaram a impor exigências rígidas nesta frente. Coca-Cola e PepsiCo, as fabricantes americanas de bebidas que combinaram gastar US$ 1 milhão em oposição à lei californiana, não quiseram comentar o assunto, mas são representadas na empreitada pela Grocery Manufacturer’s Association, que é contra a proposta.

O grupo afirma que as companhias terão de começar a usar ingredientes orgânicos ou alterar suas embalagens na Califórnia. Qualquer uma das soluções significará custos maiores que serão repassados aos consumidores.

Monsanto e DuPont, duas das maiores produtoras de sementes transgênicas do mundo, são as maiores doadoras para a campanha que visa derrotar a proposta, com gastos de US$ 4,2 milhões e US$ 4 milhões, respectivamente. A Monsanto não quis fazer comentários ao “Financial Times”. Limitou-se a postar uma mensagem em seu blog, na qual afirma que “os consumidores têm hoje amplas escolhas alimentícias, mas poderão ter essas escolhas negadas se a Proposta 37 prevalecer.”

“Por baixo do lema deles do direito de saber, há uma campanha de marketing enganosa que visa estigmatizar a moderna produção de alimentos”, afirma o blog. Já a DuPont afirmou apenas que “cumpre todas as exigências de designação dos produtos derivados da biotecnologia e acredita, em todos os casos, que a classificação deve ser verificável, não discriminatória nem ilusória”.

A Food and Drug Administration (FDA) e a American Medical Association não encontraram evidências que mostram que os alimentos com ingredientes transgênicos sejam danosos. Mas defensores da lei afirmam que as companhias mentem sobre a composição de seus produtos e que os reflexos de longo prazo dos alimentos transgênicos não foram estudados.

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