Setor agropecuário deve pesar negativamente sobre o PIB do segundo trimestre.
Produto Interno Bruto do campo ainda derrapa

A agropecuária deve voltar a pesar negativamente no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, segundo a MB Agro. A expectativa da consultoria é que o PIB do setor apresente uma queda de 2% em relação ao mesmo período de 2011. O IBGE divulga os números oficiais nesta sexta-feira.
No primeiro trimestre, o PIB da agropecuária – que geralmente passa despercebido pelos participantes do mercado – surpreendeu ao desabar 8,5% na comparação com o mesmo período de 2011 – o pior resultado desde o quarto trimestre de 1997. A quebra na produção brasileira de soja, castigada pela estiagem no Sul do país, foi a principal responsável pelo número adverso. Segundo o IBGE, a colheita brasileira da oleaginosa, já encerrada, foi 12,2% menor neste ano.
Leonardo Rosa, analista da MB Agro, diz que a soja deve comprometer também o resultado do segundo trimestre, já que a maior parte (cerca de 60%) da colheita da oleaginosa é contabilizada pelo IBGE entre abril e junho. Porém, o efeito negativo da soja deverá ser minimizado pelo início das colheitas de milho e café, safras que devem crescer 27% e 14,2% neste ano, respectivamente, segundo o IBGE. “Não fosse o peso da soja no 2º trimestre, teríamos um PIB agrícola muito forte”.
Leia também no Agrimídia:
- •Mercado global de suínos enfrenta pressão com custos crescentes
- •Influenza aviária H5N1 atinge granjas no Nepal e reforça alerta sanitário na avicultura
- •Avicultura: incerteza comercial nos EUA pressiona custos de ração e dificulta planejamento na produção de ovos
- •Crédito emergencial e novos financiamentos impulsionam recuperação e modernização do agronegócio brasileiro





















