Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Sonho, urgência e economia verde – por Coriolano Xavier

Vivemos uma utopia. A ideia de que as utopias acabaram é falsa. Leia artigo.

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Sonho, urgência e economia verde – por Coriolano Xavier

Vivemos uma utopia. A ideia de que as utopias acabaram é falsa. Quem está imerso nessa fantasia não percebe, mas vivemos a utopia da técnica e do consumo inesgotáveis – e entre esses dois eixos já se vão 200 a 300 anos de história do mundo ocidental.

Nos últimos três séculos, o homem, a ciência e a tecnologia produziram prodígios. Foram tantos, que se acreditou ser esta uma tríade de “deuses” – e que os recursos planetários não teriam limite, jamais. E agora?

A ciência é a melhor ferramenta para aproximar nosso olhar da realidade. E ela está dizendo que os recursos são finitos, o que significa que um dia vão acabar. Sim, recursos escassos… e a melhor prova disso é que, não fosse essa escassez, nem existiria a chamada ciência econômica.

A ciência diz também que a energia renovável não sustenta a sociedade de consumo global, na  qual vivemos hoje.  O Brasil até ostenta uma posição privilegiada neste aspecto, pois cerca da metade da energia usada no Brasil é renovável.  

Nossa eletricidade provém basicamente de hidroelétricas e agora, cada vez mais, de alternativas renováveis como o uso do bagaço de cana-de-açúcar.  Temos também o consagrado etanol e outros ascendentes biocombustíveis, desenvolvidos a partir de oleaginosas e até produtos florestais.

O que não podemos é dormir sobre o sonho do pré-sal e abandonar as políticas estimuladoras da energia renovável – inclusive para as fontes que ainda possuem menor expressão de escala, como é o caso da energia eólica e da energia solar, que se mostram como alternativas viáveis e competitivas, para a realidade específica de certos mercados.

Enquanto sonhamos com o admirável mundo de uma nova economia harmonizada com o planeta, temos antes que entrar de cabeça em uma espécie de varejo da chamada “economia verde”, buscando pelo menos alguma redução imediata no consumo de matérias-primas e energia – e também um corte severo nos desperdícios (nos Estados Unidos, o desperdício de alimentos alcança 40% — do campo à mesa).*

Além desses desafios urgentes, acho que não faria mal começar a se pensar na revisão de alguns conceitos de crescimento econômico, diminuindo ou eliminando subsídios a setores de forte impacto no consumo de combustíveis fósseis – como o automotivo e petrolífero.

Também há quem fale no planejamento demográfico espontâneo e democrático, nas áreas mais pobres e populosas do planeta. E isso poderia ser indiretamente estimulado por meio de programas intensivos de educação e liberdade da mulher — um fato que, historicamente, parece estar associado a uma redução significativa nas taxas de natalidade.

O agronegócio já mostrou sua ótima capacidade de reação em prol da sustentabilidade. Hoje, por exemplo, produzimos 1 tonelada de carne (metade frango, metade suíno) com 1/8 da área utilizada com o mesmo objetivo, 50 anos atrás.  Em sustentabilidade, o campo já comprovou que tem soluções. Mas esse é um desafio que, para ser equacionado 100%, precisa do compromisso de toda a sociedade.

(*) Fonte: NRDC – Natural Resources Defense Council, Estados Unidos, agosto 2012.

Por Coriolano Xavier, membro do CCAS – Conselho Científico para a Agricultura Sustentável, professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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