Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,00 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,01 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.224,33 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.090,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
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Desafios na produção carne orgânica – por Sylvia Wachsner

A demanda por carnes orgânicas existe, e envolve um mercado disposto a pagar uma determinada margem pelos produtos.

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Desafios na produção carne orgânica – por Sylvia Wachsner

Desafios na produção carne orgânica – por Sylvia WachsnerO consumo mundial de carne aumenta com o incremento do poder aquisitivo da população, e a demanda por alimentos orgânicos ganha cada vez mais reflexo nas prateleiras do varejo, nas feiras e agora no cardápio da merenda escolar. É notável a crescente busca dos consumidores por alimentos de qualidade, nutritivos e saborosos, livres de resíduos de agroquímicos,  e que sejam produzidos em respeito ao meio ambiente.

Atender à demanda desse mercado, oferecendo produtos com valor agregado, não é um trabalho complexo, mas no caso das carnes a oferta ainda é bastante limitada e, além disso, há muitos desafios a serem superados.

O Mato Grosso do Sul é o estado que abriga a maior criação de pecuária orgânica, localizada basicamente no Pantanal, e desenvolvida em 18 propriedades, que abrangem uma área de 115 mil hectares.

As fazendas de criação de gado orgânico devem seguir rígidas práticas e sistemas de produção que permitam sua auditoria e certificação. O gado deve ser criado da forma mais natural possível, em convívio com a flora e a fauna regional.  Existe também a preocupação com a lotação do rebanho e o descanso do solo.  Os animais são tratados somente com medicamentos homeopáticos e fitoterápicos, e torna-se obrigatório o estrito cumprimento da legislação ambiental e trabalhista.

O sistema produtivo orgânico é auditado e certificado,  em todas as etapas de produção, conforme a legislação brasileira. Dessa forma, o consumidor tem a garantia de que as fazendas de criação preservam a cultura do homem pantaneiro, seguem padrões corretos a nível ambiental e utilizam de modo racional os recursos naturais renováveis. Ao exigir a certificação orgânica, a proteção de nascentes, e a proibição tanto do uso de fogo no manejo das pastagens como da aplicação de agrotóxicos e químicos, a criação pecuária orgânica cumpre seu papel de proteger os solos e os recursos hídricos.

A Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) adotou protocolos e processos de produção e responsabilidade socioambiental que insere a entidade numa posição de vanguarda. As normas incluem um protocolo de diagnóstico socioambiental das propriedades rurais, com objetivo de criar uma base de dados para avaliar os ganhos sociais e ambientais de longo prazo.

Para realização dos diagnósticos, a ABPO estabeleceu parceria com uma organização não-governamental de produtores rurais, a Aliança da Terra, que utiliza indicadores de sustentabilidade para determinar o desempenho socioambiental de cada propriedade. Além disso, diversas orientações técnicas específicas devem ser seguidas, como as recomendações da Embrapa Pantanal quanto ao manejo das pastagens, à preservação de áreas e à conservação dos recursos hídricos. A certificação orgânica é realizada pelo IBD.

Em recente entrevista com Leonardo Barros Leite, presidente da ABPO, tomei conhecimento dos estudos realizados pela associação para avaliar a quantidade de ômega 3 existente nas carnes convencional e orgânica. Segundo os resultados preliminares da pesquisa, a concentração maior foi verificada no segundo tipo de carne.

A ABPO iniciou sua produção de pecuária orgânica no Pantanal, e atualmente estuda a criação de núcleos fora do Mato Grosso. A associação também analisa a produção de carne sustentável, com protocolo especial e cumprimento de todos os requisitos. A ideia é manter os processos ambientais similares aos orgânicos, porém, incorporando flexibilidade na produção, que deverá contemplar a baixa disponibilidade de milho e soja orgânica para a alimentação.

Outro exemplo do setor é a Korin, conhecida pela produção de frango criado fora de gaiolas, sem antibióticos e promotores crescimento. A empresa lançou recentemente no mercado a carne de suíno natural, antibiotic free, com certificação Humane e já disponível no mercado. Com uma cadeia de abastecimento que garante sua presença em todos os estados brasileiros, a marca Korin é reconhecida pelos consumidores e associada ao conceito de carne natural, macia e de qualidade.

A demanda por carnes orgânicas existe, e envolve um mercado disposto a pagar uma determinada margem pelos produtos, mas a limitada produção de grãos orgânicos exige flexibilização diante da realidade. A carne de suíno natural da Korin e uma futura carne sustentável da ABPO talvez sejam um dos caminhos para atender esses mercados.

Sylvia Wachsner, coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da Sociedade Nacional de Agricultura

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  • Milho - Indicador
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    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,12
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    R$ 1.090,60
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    Vermelho
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