Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Banco Central corrige rumo do câmbio

Taxa de câmbio na casa de R$ 2,10 está fora do que autoridade monetária considera uma cotação compatível com os fundamentos da economia brasileira.

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Banco Central corrige rumo do câmbio

A taxa de câmbio na casa de R$ 2,10 não agrada o governo e está fora do que o Banco Central considera uma cotação compatível com os fundamentos da economia brasileira. Não há, portanto, intenção de sancionar um novo patamar de câmbio. Na visão de fontes oficiais, o dólar muito acima do que estava há duas semanas – em torno de R$ 2,04 – não traz benefícios para a economia e compromete o controle da inflação.

Para prover liquidez ao mercado o governo começou a desmontar nos últimos dias as medidas de restrição ao ingresso de moeda estrangeira. Ontem, reduziu de dois para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à cobrança de 6% de IOF. Na terça-feira, ampliou de um para cinco anos o prazo para antecipação de receitas de exportação, operações que não são sujeitas a tributação do IOF.
 Ao longo de 2011, para regular o ingresso de recursos e evitar maior apreciação da moeda, o governo adotou medidas que encareceram esse capital. Elas também tiveram caráter prudencial, ao restringir a expansão do crédito interno financiado com recursos do exterior.

Agora a situação mudou. O fluxo de dólares minguou. O saldo de US$ 4,8 bilhões em novembro foi insuficiente para compensar a saída de US$ 5,26 bilhões nos três meses anteriores. A expansão do crédito pelos bancos privados, no segmento de taxas livres, também definhou e não passa de 3% no ano.

Ao mesmo tempo, o mercado passou a testar o teto da suposta banda cambial do BC, num período em que, por razões sazonais, a demanda por dólares cresce para remessas de lucros e dividendos das empresas a suas matrizes no exterior.

O avanço da economia de apenas 0,6% no terceiro trimestre, em relação ao segundo, assustou o governo e induziu o mercado a apostar em nova rodada de desvalorização do real e na retomada da flexibilização monetária, com queda da taxa Selic em 2013.

No governo, a mensagem que está sendo difundida é outra. É hora de ter calma e sangue frio. A recuperação não veio na velocidade esperada, mas isso não significa que os incentivos dados foram inúteis. Os efeitos virão e o importante é viabilizar os investimentos, dizem fontes da área econômica. Mais desvalorização cambial só prejudicaria o investimento e as empresas que têm dívidas em dólar.

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