Em relatório, os analistas do banco reforçaram a recomendação de compra para JBS e BRF, sob a expectativa de ganhos de margens no médio prazo.
Com previsão de grãos mais baratos, BTG recomenda frigoríficos

Os dados de estoques mundiais de grãos sinalizam um alívio na pressão de custos dos frigoríficos e fabricantes de carnes processadas, afirma o BTG Pactual. Em relatório, os analistas do banco reforçaram a recomendação de compra para JBS e BRF, sob a expectativa de ganhos de margens no médio prazo.
“Esperamos que os fabricantes de carnes de frango com baixo custo (principalmente a BRF) se beneficiem do cenário de preços dos grãos — que ainda estão caros — e ganhem competitividade em exportações”, escreveram os analistas Thiago Duarte e Enrico Grimaldo.
Para JBS, além do alívio nos custos com matérias-primas, eles afirmam que os recentes cortes de capacidade dos Estados Unidos e a flexibilização das regras adotadas pelo Japão para a importação da carne americana também devem dar impulso às ações.
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Hoje, os papéis ordinários do JBS subiram 3,53%, para R$ 7,33, na maior alta do Ibovespa. As ações as BRF também subiram, 1,19%, para R$ 41,64, enquanto o índice de referência da bolsa ficou praticamente estável, em 58.405 pontos.
Os estoques globais de milho para a safra 2012/2013 foram revisados para cima em 1,8%, principalmente devido à maior produção no Brasil. No caso da soja, que também representa um custo relevante para as processadoras de carnes, a alta foi de 1,1%.
Na contramão, os analistas do BTG pontuam que os estoques de trigo estão mais pressionados, e que a tendência é que os preços continuem altos no curto prazo — uma má notícia para a fabricante de massas e biscoitos M. Dias Branco. Apesar disso, Duarte e Grimaldo afirmam que a perspectiva é que as reservas comecem a ser recompostas nos próximos meses, sinalizando uma perspectiva de melhora para a companhia em termos de custos a partir do segundo semestre.























