Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
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O agronegócio e as incertezas – por Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura

O país está mergulhado em um ambiente de incertezas. O agronegócio sofre, mas segue firme.

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O agronegócio e as incertezas – por Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura

O país está mergulhado em um ambiente de incertezas. O agronegócio sofre, mas segue firme. As estimativas mais recentes indicam que a safra de 2013 será excepcional, com 185 milhões de toneladas de grãos – um crescimento de 11 % em relação a 2012. Alcançaremos um recorde de 83 milhões de toneladas de soja, que fará do Brasil o maior produtor e fornecedor mundial deste alimento.

O desempenho de nosso agronegócio garantirá, mais uma vez, os tropeços dos demais setores e os desacertos de nossa titubeante política econômica. 

O superávit da balança comercial estará assegurado com a receita das exportações de soja, carne, café, açúcar, celulose, madeira e tantos outros produtos que saem de nossas terras. 

O Brasil cumpre sua vocação natural e consolida uma posição de destaque como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo, com papel fundamental na equação global de segurança alimentar.

Poucos países como o Brasil conseguem conciliar uma exuberante produção de alimentos com indicadores elevados de sustentabilidade e preservação ambiental. Nosso desafio é manter o crescimento da produção agropecuária sem aumentar os impactos ambientais. Neste caso, a pesquisa, a tecnologia e a inovação são fundamentais.

Nos últimos anos, nossa produção e produtividade cresceram de maneira extraordinária, graças ao conhecimento e ao trabalho incansável de nossos pesquisadores. 

Hoje dispomos de tecnologia avançada e adotamos práticas de uso racional dos recursos naturais. Mas não podemos nos acomodar. É preciso investir mais em pesquisas, visando à adoção de tecnologias de alta precisão. A cooperação entre o setor público e o privado é de grande importância para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. 

O maior gargalo do agronegócio brasileiro está em nossa deficiente infraestrutura de armazenagem, transporte e exportação. Recentemente foram lançados programas governamentais específicos para viabilizar os pesados investimentos necessários a fim de superar o problema. No entanto, o notório ímpeto intervencionista do atual governo assusta empreendedores e investidores.    

Nossos produtores rurais são verdadeiros heróis. Enfrentam riscos e incertezas superiores aos demais setores da economia. Precisam acompanhar as flutuações dos mercados de commodities e do câmbio. Gerenciam uma complexa logística de produção, armazenagem, transporte e comercialização. Sujeitam-se às intempéries climáticas, pragas e doenças das plantas e dos animais. São obrigados a cumprir os mais diversos dispositivos legais, que se alteram e multiplicam, nas esferas fundiária, ambiental e econômica – muitas vezes incoerentes e conflitantes entre si, gerando insegurança.

Esta insegurança prejudica a vida de todos, sobretudo daqueles que necessitam tomar decisões empresariais. Há muitos investidores interessados em aportar recursos em nosso agronegócio. No entanto, a falta de regras estáveis paralisa o empreendedor.

O agronegócio vai bem, apesar de tudo. Poderia ser muito melhor.

Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura

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