Principal comprador é o Japão, que paga até 30% mais pelo produto. Agroindústria precisou adequar cortes e embalagens ao padrão japonês.
Em SC, alta do dólar estimula as exportações de carne suína

A alta do dólar está estimulando as exportações de carne suína. Em Santa Catarina, as agroindústrias estão de olho no mercado japonês.
Aos poucos, novos contêineres vão sendo embarcados. O maior desafio para as empresas do estado é conquistar a confiança dos japoneses.
Os produtos começaram a ser negociados há mais de um ano e o cliente japonês só efetivou a compra após três visitas à agroindústria. A primeira foi para conhecer o sistema de integração da empresa com o produtor. A segunda, para conhecer o frigorífico e só então decidir os cortes e o tamanho milimétrico de cada pedaço.
Leia também no Agrimídia:
- •Foco de Peste Suína no Piauí leva a abate de 17 animais enquanto Nordeste discute erradicação da doença
- •ABCS reforça agenda estratégica em articulação com o IPA e a FPA na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Nova ferramenta digital da Embrapa garante rastreabilidade no uso de dejetos suínos como biofertilizantes
- •Produção de carne suína no Reino Unido cresce mais de 5% em fevereiro
Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, status que foi decisivo na conquista do mercado japonês.
Para receber o aval do Japão, o governo catarinense teve que montar um sistema de monitoramento que certifique que todos os animais abatidos nasceram e foram criados no estado. Além disso, foi preciso adequar os cortes e as embalagens ao padrão japonês. Um frigorífico contratou 36 pessoas só para cuidar das encomendas.
O Japão paga em média 30% a mais que os outros mercados porque para o japonês, a carne suína é uma carne nobre.
De maio, quando o mercado japonês abriu as portas para o nosso produto, até dezembro, Santa Catarina enviou apenas oito contêineres de carne suína.
“A gente admite que é conveniente ouvi-los, atender as exigências porque a remuneração paga estes custos adicionais que temos para produzir para eles. A perspectiva é de que possamos ao longo do ano embarcar algo em torno de 7 mil toneladas para o mercado japonês”, diz Neivor Canton, vice-presidente da Cooperativa Central Aurora.





















