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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,88 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,52 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,96 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,02 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.356,88 / t
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Ano será bom para agricultura, mas alimentos devem encarecer

As deficiências infraestruturais continuarão a castigar a agricultura catarinense em 2014.

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Ano será bom para agricultura, mas alimentos devem encarecer

As deficiências infraestruturais continuarão a castigar a agricultura catarinense em 2014 em face das estradas em más condições e os problemas com energia elétrica, comunicações etc. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

As cadeias produtivas que maiores prejuízos registram são a avicultura, a fumicultura e a bacia leiteira. Na criação de aves, dedicam-se 10.000 avicultores, na produção de leite 63.000 estabelecimentos rurais e no  fumo, cujo maior comprador é a China, há mais de 50.000 produtores. Todos estão sendo prejudicados pelos problemas de energia elétrica.

Apesar desses percalços, o ano será positivo para a agricultura, “mas não tão bom como foi 2013”. Os preços de remuneração dos produtores rurais continuarão relativamente bons, mas os preços dos grãos devem cair um pouco. Os preços de algumas comoditties, como a soja, não manterão os níveis de 2013, mas ainda remunerarão satisfatoriamente o produtor rural.

O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, mostra que o preço do milho continua aquecido, beneficiado com a quebra de safra nos grandes produtores mundiais. Principal insumo das grandes cadeias, o milho não faltará, mas estará no centro oeste brasileiro, exigindo alto desembolso em transporte: hoje, a saca que custa 23 reais no Mato Grosso, chega a Santa Catarina por 26 reais.

A situação mais eloquente é da carne bovina. O boi está escasso no mercado em razão da seca na Austrália e nos Estados Unidos e da seca no centro-oeste brasileiro, agravada pelas cheias no Pantanal que provocaram alta mortandade de bois. Por isso, no Brasil o boi também está escasso: faltaram pastagens suficientes.

No segmento de suínos, a fase boa continua. O surgimento da peste suína africana (PSA) no norte da Europa reduziu a oferta mundial, enquanto a Rússia reabriu as importações. O mercado está em equilíbrio, com tendência ao aquecimento da  compras.  A planta da BRF em Campos Novos, que abate 3.000 suínos/dia, acaba de ser habilitada para o mercado russo – e isso vai enxugar ainda mais o  mercado. Por outro lado, todas as empresas avícolas estão investindo no aumento da base produtiva porque o consumo mundial de carne de frango não para de crescer.

Outra preocupação da Faesc é de ordem climática. Centros de pesquisa da Austrália, Japão e EUA prevêem a volta do fenômeno El Niño neste ano, o que significará secas no hemisfério norte e cheias no hemisfério sul.

O presidente da Faesc disse que a concentração de empresas no setor de carnes preocupa os produtores. Hoje, JBS e Marfrig detêm a maior parte do mercado, surgindo a Coopercental  Aurora Alimentos em terceira posição. Na avaliação da Faesc, se não fosse a Aurora (uma empresa de natureza cooperativista), os produtores estariam sofrendo uma situação de monopólio.

Pedrozo e Barbieri concluem que, em razão de todos esses fatores, o preço dos alimentos deve aumentar lenta e gradualmente para o consumidor, no Brasil e no mundo.

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