Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Crise da Energia

Crise de energia custará R$ 66 bi este ano, diz JP Morgan

Resultado poderia ser um aumento de até 29% na conta de luz; governo diz que aumentos serão escalonados

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Crise de energia custará R$ 66 bi este ano, diz JP Morgan

A crise do setor elétrico deverá representar um custo de R$ 66 bilhões para o Brasil , sendo que a grande maioria desse montante será paga pelo consumidor na conta de luz. O cálculo consta de relatório feito pelos analistas do banco JP Morgan, Marcos Severine e Henrique Peretti. No documento, eles preveem que a tarifa de energia poderia subir até 29% no ano que vem.

Segundo os analistas, só o custo da energia térmica custará R$ 28,9 bilhões. Desde o ano passado, com menos chuvas e queda no nível dos reservatório, todas as térmicas – desde as mais baratas até as mais caras – estão sendo obrigadas a operar de forma ininterrupta para poupar água. Na quarta-feira, por exemplo, as térmicas representavam 24,81% da geração nacional e as hidrelétricas, 56,28%. Em tempos de reservatório cheio, as hídricas podem gerar cerca de 90% da energia consumida no País.

No último cálculo feito pelo JP Morgan há dois meses, Severine e Peretti apontavam para um custo de R$ 55 bilhões neste ano no setor elétrico. Mas, no meio do caminho, a exposição dos geradores no mercado de curto prazo aumentou e pode representar R$ 25,1 bilhões (a previsão inicial era R$ 14 bilhões).

O problema surgiu com a redução do consumo e manutenção da geração termoelétrica nos últimos meses. Na prática, isso significou menos geração das hidrelétricas, que entregaram quantidade inferior ao previsto nos contratos. Os geradores querem um tratamento especial, a exemplo do dado às distribuidoras. Mas, por enquanto, o governo federal afirma que essas perdas são risco do negócio dos produtores.

Para completar a conta, ainda há a exposição involuntária das distribuidoras que ficaram sem contrato para garantir 100% do mercado, que somaria R$ 11,8 bilhões.

Todos esses custos, uma hora ou outra, serão repassados para o bolso do consumidor brasileiro. Pelo documento, só de repasses que não foram feitos este ano são 18,5% que teriam de entrar na tarifa em 2015. Junta-se a isso subsídios concedidos pelo governo federal em 2013, empréstimo feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) que começa a ser pago no ano que vem e repasses da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No final, a conta poderia subir até 29%.

O Ministério de Minas e Energia , no entanto, garante que o aumento ficará abaixo de dois dígitos e que será escalonado ao longo dos próximos anos. Por outro lado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela análise e autorização dos reajustes anuais das distribuidoras, já havia previsto que só o empréstimo para socorrer as distribuidoras acrescentaria 8 pontos porcentuais no aumento das tarifas em 2015 e 2016. O ministério conta com o retorno de algumas usinas (de empresas que não aceitaram renovar a concessão) para reduzir o impacto na tarifa.

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