Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
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A missão da Faesc e os novos desafios do agronegócio – por José Zeferino Pedrozo

O produtor rural quer preço justo para sua produção. Leia artigo.

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A missão da Faesc e os  novos desafios do agronegócio – por José Zeferino Pedrozo

Assumimos nesta sexta-feira mais um período no comando da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina. Em face da natureza da atividade agrícola e pecuária, o principal papel da Faesc é a defesa política do setor primário da economia e a proteção econômica da classe rural. No Brasil e no mundo inteiro, a agricultura é um segmento fragilizado que requer proteção política, econômica e institucional. Em nosso país o setor tornou-se competitivo e conquistou mercados importantes, mas, mesmo assim, requer proteção porque sofre concorrência desleal de outros países que gastam bilhões de dólares em subsídios aos seus agricultores.

Atualmente, o ambiente econômico do agronegócio é marcado pela evolução resultante da introdução de técnicas aprimoradas, a ausência de salvaguardas contra os subsídios externos, o excessivo liberalismo nas importações, os custos internos e a falta de mecanismos eficientes de apoio ao beneficiamento e à comercialização da produção, somada a um conjunto de outros fatores.
 
O produtor rural quer preço justo para sua produção. Para isso, precisamos trabalhar em duas pontas. Em uma extremidade, ajudá-lo a ser eficiente e competitivo e, para isso, são necessários recursos financeiros das linhas de crédito rural suficientes e no prazo certo, assistência técnica de qualidade, programas de estímulo, tipo troca-troca de sementes, etc. Nesse aspecto, os juros cobrados no Brasil ainda são elevados. De outro lado, precisamos aperfeiçoar os mecanismos de comercialização e de intervenção no mercado, missão que as cooperativas perseguem incessantemente.
 
Hodiernamente podemos afirmar que o produtor rural catarinense está preparado para os desafios da economia globalizada e tem todas as ferramentas e oportunidades de qualificação. É essencial perseverar na capacitação da família rural, tarefa que o Senar vem realizando com muito sucesso; e manter a diversificação de atividades, buscando em todas elas o aumento da produtividade. O leite é um exemplo positivo, pois vem garantindo renda mensal ao produtor e evitando o êxodo rural. Somente em 2014 investimos, através do Senar/SC cerca de 15 milhões de reais em formação profissional rural e outras ações para formar, qualificar e requalificar mais de 150 mil produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. Todo esse esforço instrucional é absolutamente gratuito para o produtor.
 
Podemos, hoje, festejar um avanço importante: a sociedade brasileira melhorou sua percepção sobre o universo rural e o percebe como setor essencial da economia nacional,  entrando na pauta geral de preocupações da sociedade brasileira. Há décadas, normas ambientais equivocadas e divorciadas da realidade inviabilizavam as atividades agropecuárias e provocavam êxodo rural. Por isso, a Faesc defendeu a criação de uma legislação ambiental de amplitude estadual, coerente com a estrutura fundiária de cada Estado, como o fez Santa Catarina em 2009, dando um exemplo ao país e sensibilizando o Congresso Nacional que reviu e reeditou o Código Florestal.

José Zeferino Pedrozo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

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