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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,35 / kg
Soja - Indicador PRR$ 141,16 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 148,95 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,06 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,52 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 143,31 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 151,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 159,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 134,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 149,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,19 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.421,62 / t
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A missão da Faesc e os novos desafios do agronegócio – por José Zeferino Pedrozo

O produtor rural quer preço justo para sua produção. Leia artigo.

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A missão da Faesc e os  novos desafios do agronegócio – por José Zeferino Pedrozo

Assumimos nesta sexta-feira mais um período no comando da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina. Em face da natureza da atividade agrícola e pecuária, o principal papel da Faesc é a defesa política do setor primário da economia e a proteção econômica da classe rural. No Brasil e no mundo inteiro, a agricultura é um segmento fragilizado que requer proteção política, econômica e institucional. Em nosso país o setor tornou-se competitivo e conquistou mercados importantes, mas, mesmo assim, requer proteção porque sofre concorrência desleal de outros países que gastam bilhões de dólares em subsídios aos seus agricultores.

Atualmente, o ambiente econômico do agronegócio é marcado pela evolução resultante da introdução de técnicas aprimoradas, a ausência de salvaguardas contra os subsídios externos, o excessivo liberalismo nas importações, os custos internos e a falta de mecanismos eficientes de apoio ao beneficiamento e à comercialização da produção, somada a um conjunto de outros fatores.
 
O produtor rural quer preço justo para sua produção. Para isso, precisamos trabalhar em duas pontas. Em uma extremidade, ajudá-lo a ser eficiente e competitivo e, para isso, são necessários recursos financeiros das linhas de crédito rural suficientes e no prazo certo, assistência técnica de qualidade, programas de estímulo, tipo troca-troca de sementes, etc. Nesse aspecto, os juros cobrados no Brasil ainda são elevados. De outro lado, precisamos aperfeiçoar os mecanismos de comercialização e de intervenção no mercado, missão que as cooperativas perseguem incessantemente.
 
Hodiernamente podemos afirmar que o produtor rural catarinense está preparado para os desafios da economia globalizada e tem todas as ferramentas e oportunidades de qualificação. É essencial perseverar na capacitação da família rural, tarefa que o Senar vem realizando com muito sucesso; e manter a diversificação de atividades, buscando em todas elas o aumento da produtividade. O leite é um exemplo positivo, pois vem garantindo renda mensal ao produtor e evitando o êxodo rural. Somente em 2014 investimos, através do Senar/SC cerca de 15 milhões de reais em formação profissional rural e outras ações para formar, qualificar e requalificar mais de 150 mil produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. Todo esse esforço instrucional é absolutamente gratuito para o produtor.
 
Podemos, hoje, festejar um avanço importante: a sociedade brasileira melhorou sua percepção sobre o universo rural e o percebe como setor essencial da economia nacional,  entrando na pauta geral de preocupações da sociedade brasileira. Há décadas, normas ambientais equivocadas e divorciadas da realidade inviabilizavam as atividades agropecuárias e provocavam êxodo rural. Por isso, a Faesc defendeu a criação de uma legislação ambiental de amplitude estadual, coerente com a estrutura fundiária de cada Estado, como o fez Santa Catarina em 2009, dando um exemplo ao país e sensibilizando o Congresso Nacional que reviu e reeditou o Código Florestal.

José Zeferino Pedrozo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

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