As margens da indústria de carne suína deverão continuar pressionadas pelos altos custos do milho utilizado na nutrição animal até que a segunda safra do grão tenha início nos próximos meses, afirmaram analistas do Rabobank em relatório divulgado na sexta-feira (22/04).
Setor de carne suína terá margens apertadas até início da safra de milho, diz Rabobank

As margens da indústria de carne suína deverão continuar pressionadas pelos altos custos do milho utilizado na nutrição animal até que a segunda safra do grão tenha início nos próximos meses, afirmaram analistas do Rabobank em relatório divulgado na sexta-feira (22/04).
A depreciação do real frente ao dólar tem ajudado no aumento das exportações de carne suína, favorecendo esta indústria. Por outro lado, essa desvalorização cambial também impulsionou as exportações de milho nacional, reduzindo a oferta interna e elevando custos de nutrição de aves, suínos e bovinos.
Segundo o Rabobank, os custos de milho no Brasil em fevereiro estavam 67% acima dos valores registrados no mesmo mês de 2015, enquanto o preço da carne suína no atacado havia caído 6%, na mesma base de comparação.
Leia também no Agrimídia:
- •Preços de cortes suínos variam e toucinho dispara frente ao suíno vivo
- •Diretrizes internacionais detalham critérios para uso e monitoramento de vacinas contra peste suína africana
- •Menor oferta sustenta alta do trigo no Brasil em maio
- •Transplante inédito combina fígado e rins de porco em humano em estudo experimental na China
“Como resultado, as margens da indústria de suínos têm estado pressionadas, o que deverá resultar na transferência de parte desses custos para os consumidores durante o segundo semestre de 2016”, escreveram os analistas do Rabobank.























