Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Investimento

Em crise, indústria automobilística brasileira aposta no agronegócio

O mercado da agroindústria brasileira deverá ser um dos focos de atenção do setor automotor, que passa por um de seus momentos mais difíceis nos últimos anos, afirmou nesta quarta-feira a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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Em crise, indústria automobilística brasileira aposta no agronegócio

O mercado da agroindústria brasileira deverá ser um dos focos de atenção do setor automotor, que passa por um de seus momentos mais difíceis nos últimos anos, afirmou nesta quarta-feira a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A estratégia para ajudar na recuperação da indústria automobilística foi anunciada na Agrishow, feira internacional da agroindústria realizada em Ribeirão Preto, em São Paulo, pelo novo presidente da Anfavea, Antonio Megale.

A aposta na agroindústria pretende conter, em parte, a forte queda de 26% na venda de veículos e as demissões de trabalhadores do setor. O agronegócio foi o único segmento que registrou crescimento em 2015, quando a economia do país registrou retração de 3,8%.

Na atual edição da Agrishow, que começou na segunda-feira e termina na próxima sexta-feira, as empresas da indústria automobilística aumentaram sua presença, principalmente as montadoras de caminhonetes.

“Sabemos que o PIB do ano passado foi péssimo, enquanto a agroindústria subiu 2%. Por isso é importante focarmos nesse setor da economia, que vive um momento diferente e mais positivo. Todos vão querer investir, porque o negócio agrícola é uma das bases da economia e quem não estiver presente não terá sucesso”, ressaltou o vice-presidente comercial da Renault no Brasil, Gustavo Schimdt.

O gerente de produtos da Toyota, Anderson Suzuki, vê a agroindústria como um mercado grande, que “pode ser ainda mais importante dentro do contexto da crise”.

Além disso, indicou o executivo, o produtor rural opta por veículos de grande porte para enfrentar as precárias estradas em algumas regiões agrícolas do país.

Em vendas, o setor agrícola representa 20% do faturamento da Renault e 32% da Toyota.

“Há cinco anos que o segmento de pick-ups no Brasil cresce mais do que outros, como os de sedans. Por isso, na Renault, passamos a desenvolver um produto específico”, apontou Schmidt.

A crise fez com que a população urbana deixasse de comprar carros, principalmente os populares. Dessa forma, a aposta da indústria automobilística é levar mais veículos ao campo.

No entanto, apesar dos bons números da agroindústria, a confiança reduziu, e os investimentos caíram pelos temores em relação à economia. Houve, por exemplo, uma retração de 44% na venda de máquinas agrícolas.

Apesar dessa desconfiança, Megale indicou que as colheitas agrícolas têm “margens aceitáveis” e, por isso, o agronegócio é “uma peça fundamental” para a indústria automobilística.

“Não há razão para que as vendas diminuam. Se entende que seja falta de confiança e de previsão sobre condições de crédito, por isso vamos apostar no setor agrícola”, defendeu Megale.

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