Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,90 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.349,10 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.294,62 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,69 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,66 / cx
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Produtores do Paraná armazenam milho à espera de preços altos

O início da colheita derrubou a cotação média do cereal nas principais praças do estado
 

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Produtores do Paraná armazenam milho à espera de preços altos

Depois de bater recordes, o preço do milho começou a perder força com a entrada da segunda safra, em fase de colheita. No Paraná, segundo maior produtor da cultura, o preço médio da saca de 60 kg caiu de R$ 42 para R$ 33,89 nos últimos 30 dias, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Uma queda de 20%.

Na esperança de lucrar mais, produtores paranaenses estão armazenando o grão. Na região de Campo Mourão, no Centro Oeste do estado, Ademir Walker conta que colheu 11 mil sacas de milho, mas vendeu apenas 2,5 mil. “O preço estava excelente, mas comecei a colher e a cotação despencou”, reclama. Sem pressa, Walker afirma que vai esperar por cotações mais atrativas. “Na época da colheita é normal essa queda, acredito que em outubro os preços voltem a subir”.

Outro produtor da região, Delair Legnani diz que vai seguir a mesma estratégia: esperar. Ele conta que quando o milho estava em alta, tentou colher, mas não conseguiu por causa da umidade. “O desconto de preço na cooperativa não compensava”. Legnani acredita que a falta do produto no mercado mundial vai acelerar a alta nos preços. “Após o final da colheita, o preço vai disparar novamente. Vou esperar para vender toda a produção”, conta.

Com os preços recordes do começo do ano, o produtor Jorge Oliveira ficou animado e não pensou duas vezes antes de plantar o milho safrinha. No entanto, ficou decepcionado com a recente queda. “A saca por R$ 32 não dá nem para negociar. Vou estocar toda a produção e ficar de olho no mercado”, diz.

Segundo o analista especializado em milho da consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari, a estocagem da produção do milho safrinha é uma tendência, principalmente para o produtor capitalizado que viu o que aconteceu no ano passado, quando preço do cereal estava baixíssimo e disparou. “Neste caso, é natural o produtor reter o estoque para tentar conseguir preços melhores”, explica.

O analista de mercado da Granopar, Aldo Lobo, diz que a estratégia é normal depois da colheita, mas não é garantia de negócios mais lucrativos. “Sim, ainda existe espaço para a cotação reagir e subir, mas não há como garantir isso”, afirma.

Colheita

Segundo o Deral, já foram colhidos mais de 30% do milho safrinha do estado. A expectativa é de uma colheita de 11,408 milhões de toneladas, 700 mil toneladas a menos que as 12,134 milhões de toneladas esperadas no início da colheita e 1% inferior ao produzido em 2014/2015, de 11,569 milhões de toneladas. A estimativa caiu por causa da estiagem em abril e das geadas em junho. Segundo o analista do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio, a colheita do milho safrinha está num ritmo bom, dentro da normalidade. “Os últimos dias, de tempo firme e seco, estão ajudando”, explica.

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