Em Minas Gerais, suinocultores e representantes dos frigoríficos acordaram em R$ 4,10 (quilo do suíno vivo). Em São Paulo o valor acertado foi em R$ 3,79 a R$ 3,84/Kg vivo com expectativa de aumento do meio ao fim desta semana.
MG prepara ação protecionista para conter entrada de animais. SP comemora acordo com EUA

Enquanto o mercado paulista vê na abertura do mercado de carne bovina in natura dos Estados Unidos uma grande oportunidade de melhora nas exportações e preços para a suinocultura brasileira, a praça mineira já adianta uma ação protecionista para conter a entrada de animais vivos no Estado e com isso sair do vermelho. Mas algo incomum pode-se notar no fechamento da Bolsa de Suínos das duas regiões, a melhora nos preços. Em Minas Gerais, suinocultores e representantes dos frigoríficos acordaram em R$ 4,10 (quilo do suíno vivo). Em São Paulo o valor acertado foi em R$ 3,89 a R$ 4/Kg vivo com expectativa de aumento do meio ao fim desta semana.
Minas Gerais
O mercado mineiro, após três semana sem aumento no preço do animal vivo, nesta segunda-feira acordou em R$ 4,10. Segundo o presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Antonio Ferraz, as expectativas estão na falta de oferta de suínos do estado. “O governo se sensibilizou com a situação do suinocultor mineiro, tendo em vista a entrada de animais de outros estados, causando a elevação da oferta, e prepara medidas protecionistas tarifando a entrada desses animais”, conta.
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Ferraz também espera novos reajustes para as próximas semanas. “Mesmo trabalhando no vermelho, visto o preço do milho, mas vai faltar animal em Minas Gerais e isso irá refletir nos preços”, aponta.
São Paulo
O mercado de suíno vivo apresentou modificações significativas em termos de preço nesta semana. A Bolsa de Suínos desta segunda-feira (01/08) registrou negócios entre R$ 73 a R$ 75/@, respectivamente R$ 3,89 a R$ 4 /Kg vivo.
Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos, pontua a percepção de uma procura acentuada por animais vivos, “inclusive, alguns frigoríficos não conseguiram fechar seu abate nesta semana”, diz. De acordo com o representante, a tendência para o mês de agosto é um realinhamento de preços com maior velocidade, justificado pela redução de oferta.
Por parte dos frigoríficos, notou se preços variando entre R$ 6 a R$ 6,20/Kg da carcaça. “Nós esperamos novos reajustes entre o meio e o fim da semana. Pelas informações obtidas, a tendência é por parte deles, já na próxima segunda-feira disponibilizarem nova tabela com preços variando entre R$ 6,20 a R$ 6,50/Kg”, adianta Ferreira Júnior.
Acordo entre Brasil e EUA beneficiará exportação de carne suína
Levando em consideração que os mercados internacionais só aceitam produtos que tenham acesso sanitário e fitossanitário aos Estados Unidos, os suinocultores já estão esperançosos com um aumento significativo da exportação de carne suína para outros países, principalmente Japão e China. Sobre o assunto, Ferreira Júnior pontua a tendência no aumento do volume das exportações a partir de agosto, podendo segundo informações da indústria, bater recorde no segundo semestre do ano, comparado aos últimos anos. “Com o acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos vai ocorrer um aumento nas exportações de carne suína, com isso diminui a oferta de bovinos e unido aos fatores da época vai ajudar ao aumento do preço do suíno. De quebra, essa é a melhor notícia dos últimos meses”, comemora.
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