Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,44 / kg
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Suíno - Estadual SCR$ 5,07 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,23 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.349,10 / t
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Audiência Pública

Suinocultura precisa de medidas para acabar com volatilidade dos preços do milho

A gravidade da situação foi debatida em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadar) da Câmara dos Deputados
 

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Suinocultura precisa de medidas para acabar com volatilidade dos preços do milho

O cenário para o futuro da suinocultura brasileira não é bom e os representantes da cadeia receiam que pode ficar pior com a oferta de milho cada vez mais restrita. A conclusão foi apresentada durante audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados, na tarde de terça-feira (04/10), em Brasília.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Victor Ayres, o efeito do dólar nos preços do milho brasileiro, a oferta e a demanda regionalizadas do produto e a grande exportação do grão são fatores determinantes para que, este ano, o preço se mantenha em patamares elevados para o suinocultor. Isto vem sendo mais sentido na região Sul, que concentra 60% da produção brasileira de suínos.  “Temos que trabalhar por medidas de longo prazo para que o setor da suinocultura não fique vulnerável à volatilidade dos preços dos grãos”, frisou.

O assessor observou que a cadeia de grãos se organizou e conseguiu desenvolver medidas para capitalizar o produtor e proporcionar alternativas às baixas do preço. “Hoje, os produtores possuem armazenagem a campo, o que possibilita disponibilizar o produto em época de alta dos preços”, disse.

Para Ayres, a cadeia da suinocultura precisa seguir o mesmo exemplo e criar alternativas ao desabastecimento e não apenas esperar a intervenção do governo. “Além de educação financeira e politica agrícola que contemple melhor o produtor de proteína animal, é preciso políticas estaduais de autossuficiência na produção e armazenagem do milho nos estados deficitários”, explicou. 

Pelo mundo – Victor Ayres mostrou o exemplo da União Europeia (UE), que produz quase oito vezes mais carne suína que o Brasil e não sofre com a falta de milho para alimento dos animais. Segundo Ayres, na UE é viável a substituição do insumo por outras fontes energéticas. “Nos países europeus também existe volatilidade do produto. Mas, eles conseguem sobreviver, pois a cadeia produtiva recebe subsídios diretos do governo”.

O assessor também falou sobre a China, que tem uma população enorme e também não sofre com a falta do milho. “O desabastecimento é a coisa mais séria para o país. Eles já sofreram com a fome. As políticas de apoio têm prioridades para garantir o abastecimento”. Ayres observou que a China tem estoques de 103 milhões de toneladas do produto. “No Brasil, não desenvolvemos políticas para garantir o abastecimento interno”.

Hoje, apesar de o Brasil ter uma Lei Agrícola (Nº 8171/91) que garante o abastecimento e a manutenção de estoques reguladores para o abastecimento da sociedade, o que o país dispõe é de apenas 850 mil toneladas de milho em estoque para qualquer emergência.

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