Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,91 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,58 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,10 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,42 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,40 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,78 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 147,24 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 145,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 165,82 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,09 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 138,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 157,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.343,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.275,64 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,69 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 138,24 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 155,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,44 / cx
Embrapa Agroenergia

Geração de Energia com Biomassa de alto poder calorífico vem ganhando espaço

Produtos derivados da lenha têm crescido devido à necessidade de automação 

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Geração de Energia com Biomassa de alto poder calorífico vem ganhando espaço

Com os altos preços da energia praticados pelas empresas distribuidoras; o baixo crescimento econômico do país que tem atrasado os investimentos em geração de energia “nova” de outras fontes tradicionais; alta demanda e existência de novos mercados distribuídos em regiões não atendidas pela rede elétrica ou fornecimento de baixa qualidade; disponibilidade de matérias primas e tecnologias; disponibilidade de investidores.

A participação das fontes renováveis no consumo brasileiro de energia é de 40%, contra 60% das fontes não-renováveis (fósseis e nuclear). A bioenergia é representada pelos produtos da cana (etanol combustível e bioeletricidade) com 15,7% e a lenha e carvão vegetal com 8,1%. No caso do uso da lenha, segundo o BEN 2015, ano base 2014, a sua produção e consumo foi de 80 milhões de toneladas, sendo transformada em carvão vegetal 25 milhões de toneladas (31%).

Os produtos derivados da lenha como cavaco, briquetes e pellets têm crescido devido à necessidade de automação e transporte em longas distâncias. No caso específico da geração de energia elétrica por fonte no Brasil teve a participação prioritária de fontes renováveis de mais de 80%, em 2014, principalmente hidráulica com mais de 60% e a biomassa com 8,82 %. A contribuição do bagaço é grande, porém a biomassa florestal com cavaco de resíduos de madeira vem crescendo sua participação.

Existem várias tecnologias disponíveis no mercado para a transformação da biomassa florestal em energia, combustíveis e materiais. Muitas outras inovações tecnológicas estão sendo gestadas nas organizações de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil e em outros países, como é o caso da Embrapa Agroenergia, localizada em Brasilia-DF que se dedica a P&D e inovação nessa área do conhecimento. O aproveitamento de resíduos para gerar energia é uma oportunidade de novos negócios que não pode ser esquecida quando o assunto é uso racional dos recursos florestais.

O Brasil historicamente sempre usou a biomassa da floresta para alimentar os processos produtivos. Seja em um simples fogão a lenha na zona rural até as caldeiras da indústria. Isso não pertence ao passado, mas está presente até hoje de norte a sul do país, mas uma característica deve ser notada; o uso de tecnologias eficientes.

Assim, tanto cavaco como briquete e pellet são produzidos pela transformação de lenha, resíduos florestais ou da indústria de base florestal para tornar os processos industriais mais eficientes, automatizáveis e permitir o comércio viável. Eles têm usos semelhantes à lenha tradicional na cogeração.

Cavaco é sinônimo de automação dos processos de queima e controle de temperatura, porém tem alta umidade (30-35%) o que reduz um pouco as distâncias economicamente viáveis que pode ser transportado. Equipamentos automáticos de transporte dentro das fábricas como esteiras transportadoras e roscas alimentadoras são perfeitamente usadas com esse biocombustível sólido.

No caso da fabricação de briquetes e pellets, eles podem ser produzidos pelo aproveitamento de resíduos como serragem, maravalha, etc., tem baixa umidade e também são bons para automação, principalmente pellet e “bolachas” de briquetes. A secagem prévia da matéria prima proporciona maior rendimento térmico na queima e viabiliza o transporte em largas distâncias, inclusive o transporte marítimo.

Uma grande deficiência existe hoje no setor florestal não integrado, ou seja, excetuando, por exemplo, os plantios destinados à indústria de celulose, é a falta de informação e dados estatísticos.
Várias perguntas ainda aguardam respostas como, por exemplo: Quantos picadores de lenha existem atualmente em operação no país? Quais suas capacidades, localização e marcas? Quais os fornecedores nacionais e importados? São estacionários ou móveis? Onde estão as florestas e quais as suas aplicações? Quantas briquetadeiras existem hoje no país, marcas, capacidade e fornecedores? Quantas peletizadoras existem hoje operando no país, marcas e capacidade instalada?
Em síntese, os esforços devem se concentrar na busca constante de sustentabilidade e renovabilidade nas atividades florestais, eficiência energética e eficiência nos processos de produção de cavaco, briquetes e pellets, no uso racional dos recursos naturais, construir bancos de dados para sanar a falta de estatísticas confiáveis para o mercado de briquetes e de cavaco, investir e desenvolver a criatividade.

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